AGUARDEM!!!!
EM BREVE NOVIDADES SOBRE O ENCONTRO DESTE ANO
Por que mesmo que pareça uma grande desafio é gracioso testemunhar o sobrenatural de Deus em nossas vidas... Não Nego! Sou FILHO DE PASTOR!
terça-feira, 13 de setembro de 2011
A Identidade
Identidade, conjunto de pensamentos, sentimentos, ações, valores e atitudes que temam seu próprio respeito.
A identidade é a descrição que uma pessoa faz de si quando se apresenta, quando se relaciona, quando se relaciona, enquanto vive e convive.
A imagem do pai ou esposo parece colocá-la em um lugar de privilégio e honra, mas também a prova direta de sua identidade
Quem é o filho do pastor?
Esta pergunta tem sido feita no recôndito da alma, de filhos de pastores. Que muitas das vezes estão inseridos na igreja mas não sabem quem são.
E perguntas sempre geram ao redor da família do pastor; sua esposa e filhos...expectativas, algumas coisas boas, mas em outros irreais e maliciosos.
Também se formam ao redor desta família a igreja que também quer saber quem é o filho do pastor
O que deve fazer um filho do pastor?
Em cima disto, muitas coisas é dela, feita sobre o que se espera, ou quem é o filho do pastor.
As vezes os pais nunca pararam para pensar que os seus filhos são responsabilidades sua, e que estão em suas mãos para serem moldados. A família vem antes do que a igreja, profissão e o dinheiro.
Quem é o filho do pastor.
Gostei da citação e adaptação de Kittim Silva, no seu livro de pastor a pastor, no verso de cantares de Salomão 1.6 “e me puseram por guarda de vinhas; a vinha que me pertence não guardei” – parafraseando igreja, e da minha própria família me descuidei.
Precisamos abrir os olhos e reparar nossos erros.
A nossa responsabilidade de suprir e criar os filhos nãos era tirada.
Partindo deste ponto pelo ao menos cinco necessidades são básicas aos filhos de pastor.
1. Aceitação: (identificação)
Quem sou eu? Todo ser humano tem uma idealizado para fazer parte, pertencer, ter sua identidade e referência.
Eu sou...filho de...que exerce a função de...
Um ser humano sem uma identidade ou com um identidade enferma, não se vê como criação de Deus, não é especial, não é ninguém ou se identifica com sua enfermidade, ou de sua situação moral.
Na passagem d Lc13.11 aquela mulher era conhecida como a mulher encurvada, qual a sua identidade?
Sua enfermidade não tinha nome, todos a conhecia pela mulher encurvada. Somos muitas vezes reconhecido ou identificados pelo que temos e não pelo que somos.
Jesus quando cura aquela mulher, resgata a sua identidade.
Esta também é filha de Adão, herdeira das promessas, filha de Deus, alvo do seu amor.
Aquela mulher tinha um nome e era alguém. Deus nos chama pelo nosso nome.
Na vida de Moisés chagou o tempo dele assumir quem era, conhecer a si e ao seu Deus
Não sua história, após a fuga do Egito, no começo e conturbação, precisava saber quem era. Filho da filha de Faraó, Moisés um assassino fugitivo. Reencontrar-se não foi fácil, mas Deus tinha um plano. 1º colocou numa família onde fora aceito; 2º trabalho; 3º um pai, jetro, que de agora em diante conduzia Moisés; 4º uma esposa e filhos;
Agora não mais o filho da filha de faraó, mas Moisés tirado das águas, o escolhido de Deus.
Agora não só o filho do pastor, mas alguém, especial formado por Deus, a quem ele conhece pelo nome e escolhe e o qualifica para uma missão especial.
Saber disso nos traz vida nova, e de quebra, bônus especiais “ser filho de pastor”
A base de nossa identidade é formada pelos pais. Os valores para ser conhecidos, identificados precisa de referência, o pai e a mãe e todos num lar.
Entrevista com Késia Adriany
Filhos de pastores
Baseada em experiência própria, teóloga avalia a vivência de fé de filhos de pastores. Em entrevista à Enfoque, a pernambucana Késia Adriany analisa a cobrança excessiva para ser ‘vitrine doutrinária’ que a família pastoral, em especial os filhos de pastores, é obrigada a ser.
A cultura popular afirma que “filho de peixe, peixinho é”. No teatro, na música ou outras profissões, a hereditariedade no talento muitas vezes ocorre muito bem. Mas quando o assunto é fé e religião, nem sempre o ditado se aplica. Como no caso de filhos de pastores que não se sentem vocacionados para o ministério pastoral, sequer chamados para serem o exemplo perfeito de quem convive em uma família de pastor.
Assim foi com a pernambucana Késia Adriany.
Natural de Serra Talhada, passou um bom tempo conhecendo o país na implantação de igrejas. Morou no Ceará, trabalhou em Juazeiro do Norte e transferiu-se para o Rio de Janeiro. A pedagoga de 33 anos, teóloga, pós-graduada em gestão educacional, conhece bem o fardo que a família pastoral carrega. Filha de pastor, com cinco irmãos, apenas ela seguiu a carreira ministerial. Os outros filhos conseguiram escapar do que chama "pressão ministerial".
Mas seu sorriso cativante de hoje esconde um passado de muitas lágrimas e cobranças. Késia, que aos 14 anos chegou a questionar a existência de Deus ao pai devido à sua insegurança cristã, resolveu reunir outras histórias tristes e colocá-las em livro. Com quase duas décadas de estudos, a teóloga presbiteriana ainda está à procura de editora. Com o esboço à mão, ela fala sobre como alguns filhos não agüentaram "ser uma vitrine doutrinária". Nesta entrevista, ela analisa a nem tão tranqüila relação de pastores e seus filhos e a conversão de fé destes. Késia demonstra sua visão bíblica e algumas respostas, não definitivas, e sinaliza alguns segredos. Ela vai além e critica as lideranças por não prepararem pastores e igrejas para lidar com esse problema.
ENFOQUE - É complicado para um filho de pastor ter sua própria experiência em Cristo?
KÉSIA ADRIANY - Penso que sim. Desde a adolescência eu percebia isso. Aos 14 anos gostava de ouvir o testemunho de conversão do meu avô. Ele cantava um hino que dizia que Jesus havia lhe tirado do lamaçal do pecado. Um dia falei à minha mãe que queria conhecer este lamaçal. Questionava como Deus me salvaria se nunca havia pecado devido à grande redoma de proteção. Eu falava a mim mesma: “Jesus morreu por mim? Por quê? Eu não fiz nada, eu não peco.” Isso precisa ser trabalhado com o filho de pastor: que há uma mensagem de salvação a ele, seja quem for, rico ou pobre. Quando esse processo de conversão aconteceu comigo, percebi quantos filhos de pastores sofriam com esse mesmo dilema.
A cultura popular afirma que “filho de peixe, peixinho é”. No teatro, na música ou outras profissões, a hereditariedade no talento muitas vezes ocorre muito bem. Mas quando o assunto é fé e religião, nem sempre o ditado se aplica. Como no caso de filhos de pastores que não se sentem vocacionados para o ministério pastoral, sequer chamados para serem o exemplo perfeito de quem convive em uma família de pastor.
Assim foi com a pernambucana Késia Adriany.
Natural de Serra Talhada, passou um bom tempo conhecendo o país na implantação de igrejas. Morou no Ceará, trabalhou em Juazeiro do Norte e transferiu-se para o Rio de Janeiro. A pedagoga de 33 anos, teóloga, pós-graduada em gestão educacional, conhece bem o fardo que a família pastoral carrega. Filha de pastor, com cinco irmãos, apenas ela seguiu a carreira ministerial. Os outros filhos conseguiram escapar do que chama "pressão ministerial".
Mas seu sorriso cativante de hoje esconde um passado de muitas lágrimas e cobranças. Késia, que aos 14 anos chegou a questionar a existência de Deus ao pai devido à sua insegurança cristã, resolveu reunir outras histórias tristes e colocá-las em livro. Com quase duas décadas de estudos, a teóloga presbiteriana ainda está à procura de editora. Com o esboço à mão, ela fala sobre como alguns filhos não agüentaram "ser uma vitrine doutrinária". Nesta entrevista, ela analisa a nem tão tranqüila relação de pastores e seus filhos e a conversão de fé destes. Késia demonstra sua visão bíblica e algumas respostas, não definitivas, e sinaliza alguns segredos. Ela vai além e critica as lideranças por não prepararem pastores e igrejas para lidar com esse problema.
ENFOQUE - É complicado para um filho de pastor ter sua própria experiência em Cristo?
KÉSIA ADRIANY - Penso que sim. Desde a adolescência eu percebia isso. Aos 14 anos gostava de ouvir o testemunho de conversão do meu avô. Ele cantava um hino que dizia que Jesus havia lhe tirado do lamaçal do pecado. Um dia falei à minha mãe que queria conhecer este lamaçal. Questionava como Deus me salvaria se nunca havia pecado devido à grande redoma de proteção. Eu falava a mim mesma: “Jesus morreu por mim? Por quê? Eu não fiz nada, eu não peco.” Isso precisa ser trabalhado com o filho de pastor: que há uma mensagem de salvação a ele, seja quem for, rico ou pobre. Quando esse processo de conversão aconteceu comigo, percebi quantos filhos de pastores sofriam com esse mesmo dilema.
ENFOQUE - A partir disso, o que houve?
KÉSIA ADRIANY - Eu comecei a procurar histórias de outros filhos de pastores na internet e divulguei-as entre as famílias. Logo passei a receber muitos depoimentos. Até hoje, em quase duas décadas, foram catalogadas mais de cem histórias. Algumas dessas pessoas pediam para mantê-las em sigilo. No entanto, outras pediam para divulgar tudo abertamente porque sofreram muito e não queriam que outros passassem pelos mesmos problemas. Já muitos pais também me enviaram histórias e se queixaram de que, se pudessem, começariam tudo novamente e de outra maneira.
ENFOQUE - Nesses relatos, qual foi a maior reclamação?
KÉSIA ADRIANY - Deparei com casos de filhos de pastores que, por conta dessa quase imposição para também serem pastores, assumiram igrejas e hoje são frustrados. Sentiram-se enganados. E acabaram enganando outras vidas. O púlpito não é legado de propriedade. A herança que o pai pastor deixa para o filho é uma vida honesta e íntegra diante de Deus.
Em minha pesquisa, que desemboca no livro que estou escrevendo, não questiono a educação que o pai pastor dá a seu filho e, sim, essa experiência de fé. Porque muitos filhos de pastores apenas reproduzem o que aprenderam. Cantam, louvam e até pregam. Todavia, muitos não sabem de fato quem é Deus.
ENFOQUE - Acha que isso é quase um treinamento de fé?
KÉSIA ADRIANY - Por minha experiência pessoal, posso dizer que isso é um treinamento. Alguns pais condicionam o filho a fazer aquilo. Só que em matéria de fé é diferente. É prejudicial, pois pode gerar cidadãos que enganam a si mesmos. Vestem uma carapuça que não escolheram. Sofrem com a cobrança para serem modelos de sucesso só porque seus pais foram. É uma ligação prejudicial porque mistura fé, profissão e futuro.
KÉSIA ADRIANY - Eu comecei a procurar histórias de outros filhos de pastores na internet e divulguei-as entre as famílias. Logo passei a receber muitos depoimentos. Até hoje, em quase duas décadas, foram catalogadas mais de cem histórias. Algumas dessas pessoas pediam para mantê-las em sigilo. No entanto, outras pediam para divulgar tudo abertamente porque sofreram muito e não queriam que outros passassem pelos mesmos problemas. Já muitos pais também me enviaram histórias e se queixaram de que, se pudessem, começariam tudo novamente e de outra maneira.
ENFOQUE - Nesses relatos, qual foi a maior reclamação?
KÉSIA ADRIANY - Deparei com casos de filhos de pastores que, por conta dessa quase imposição para também serem pastores, assumiram igrejas e hoje são frustrados. Sentiram-se enganados. E acabaram enganando outras vidas. O púlpito não é legado de propriedade. A herança que o pai pastor deixa para o filho é uma vida honesta e íntegra diante de Deus.
Em minha pesquisa, que desemboca no livro que estou escrevendo, não questiono a educação que o pai pastor dá a seu filho e, sim, essa experiência de fé. Porque muitos filhos de pastores apenas reproduzem o que aprenderam. Cantam, louvam e até pregam. Todavia, muitos não sabem de fato quem é Deus.
ENFOQUE - Acha que isso é quase um treinamento de fé?
KÉSIA ADRIANY - Por minha experiência pessoal, posso dizer que isso é um treinamento. Alguns pais condicionam o filho a fazer aquilo. Só que em matéria de fé é diferente. É prejudicial, pois pode gerar cidadãos que enganam a si mesmos. Vestem uma carapuça que não escolheram. Sofrem com a cobrança para serem modelos de sucesso só porque seus pais foram. É uma ligação prejudicial porque mistura fé, profissão e futuro.
ENFOQUE - O que mais encontrou nesses relatos?
KÉSIA ADRIANY - Encontrei desabafos, como: “Quero ser tudo na vida quando crescer menos pastor.” E no caso das meninas, elas desprezam a idéia de serem esposas de pastor. Percebi também que muitos não tinham vida própria, não tinham nome. Eram apenas “a filha” ou “o filho do pastor”. Na minha vida, por exemplo, houve uma época em que deixei cair certas máscaras e tive coragem de assumir meus próprios erros e incertezas.
KÉSIA ADRIANY - Encontrei desabafos, como: “Quero ser tudo na vida quando crescer menos pastor.” E no caso das meninas, elas desprezam a idéia de serem esposas de pastor. Percebi também que muitos não tinham vida própria, não tinham nome. Eram apenas “a filha” ou “o filho do pastor”. Na minha vida, por exemplo, houve uma época em que deixei cair certas máscaras e tive coragem de assumir meus próprios erros e incertezas.
ENFOQUE - Que conseqüência essa cobrança pode gerar?
KÉSIA ADRIANY - O padrão para o pastor é muito alto. Você pode entender isso na Bíblia, no livro de Tiago, que fala que o pastor tem de ser marido de uma só mulher, educar bem sua família, etc. Isso é pesado demais para um filho, pois o pai automaticamente divide a responsabilidade de não decepcioná-lo. Pude comprovar isso em relatos. Filhos que não viam a hora de sair de casa para levar a vida de seu jeito e fugir dessa pressão.
KÉSIA ADRIANY - O padrão para o pastor é muito alto. Você pode entender isso na Bíblia, no livro de Tiago, que fala que o pastor tem de ser marido de uma só mulher, educar bem sua família, etc. Isso é pesado demais para um filho, pois o pai automaticamente divide a responsabilidade de não decepcioná-lo. Pude comprovar isso em relatos. Filhos que não viam a hora de sair de casa para levar a vida de seu jeito e fugir dessa pressão.
ENFOQUE - A igreja transfere projeções de comportamento para esses filhos?
KÉSIA ADRIANY - É claro que sim. Se eu não estivesse envolvida em alguma coisa na igreja, era malvista. Isso ocorre muito em cidades do interior. Se um filho de pastor não estiver engajado, se não cantar ou não fizer parte do ministério de louvor, então ele não é “espiritual”. Assim é o mesmo com a esposa de pastor. O problema é que você se acostuma a ter de demonstrar um determinado padrão de vida e de espiritualidade e, muitas vezes, faz aquilo não para agradar a Deus, mas para não manchar a reputação do pai ou da mãe. A pessoa cresce sem perceber que adaptou-se ao meio, moldou-se às circunstâncias.
KÉSIA ADRIANY - É claro que sim. Se eu não estivesse envolvida em alguma coisa na igreja, era malvista. Isso ocorre muito em cidades do interior. Se um filho de pastor não estiver engajado, se não cantar ou não fizer parte do ministério de louvor, então ele não é “espiritual”. Assim é o mesmo com a esposa de pastor. O problema é que você se acostuma a ter de demonstrar um determinado padrão de vida e de espiritualidade e, muitas vezes, faz aquilo não para agradar a Deus, mas para não manchar a reputação do pai ou da mãe. A pessoa cresce sem perceber que adaptou-se ao meio, moldou-se às circunstâncias.
ENFOQUE - E o que se deve fazer quando acontece a queda, a falha de um filho de pastor?
KÉSIA ADRIANY - Deve-se respeitar. Emocionalmente é difícil para a família e é complicado admitir o erro. É necessário retomar de onde o problema começou e sempre optar por uma conversa franca e restauração.
KÉSIA ADRIANY - Deve-se respeitar. Emocionalmente é difícil para a família e é complicado admitir o erro. É necessário retomar de onde o problema começou e sempre optar por uma conversa franca e restauração.
ENFOQUE - Como mudar esse quadro?
KÉSIA ADRIANY - Acredito que o pastor deve dedicar um tempo para a sua família. Com base nos depoimentos de filhos de pastores equilibrados espiritualmente, entendo que é necessário que essa mensagem de fé, que é pregada na igreja, seja repetida dentro dos lares. Uma mensagem transmitida e compartilhada que dê abertura para questionamentos. Defendo os cultos domésticos. Não um culto da igreja em miniatura. Um culto onde esse filho possa orar, fazer seu pedido e estudar.
O pai pastor precisa ter o discernimento de educar seu filho, de mostrar o maravilhoso plano de salvação, sem pressionar ou induzir o filho a ser o que ele não quer ser. E que esse pai seja em casa o mesmo pastor que é na igreja.
KÉSIA ADRIANY - Acredito que o pastor deve dedicar um tempo para a sua família. Com base nos depoimentos de filhos de pastores equilibrados espiritualmente, entendo que é necessário que essa mensagem de fé, que é pregada na igreja, seja repetida dentro dos lares. Uma mensagem transmitida e compartilhada que dê abertura para questionamentos. Defendo os cultos domésticos. Não um culto da igreja em miniatura. Um culto onde esse filho possa orar, fazer seu pedido e estudar.
O pai pastor precisa ter o discernimento de educar seu filho, de mostrar o maravilhoso plano de salvação, sem pressionar ou induzir o filho a ser o que ele não quer ser. E que esse pai seja em casa o mesmo pastor que é na igreja.
ENFOQUE - O que representa ser filho de pastor?
KÉSIA ADRIANY - Representa ser uma bênção. É claro que é um desafio, pois ele vai lidar com cobranças de mundos diferentes. É um privilégio, acima de tudo, pois esse filho vai ter explicações espirituais dentro de casa. Aprendi muito com isso. E hoje louvo a Deus por ter sido abençoada dentro de casa. É como tivesse médico dentro do meu lar (risos).
KÉSIA ADRIANY - Representa ser uma bênção. É claro que é um desafio, pois ele vai lidar com cobranças de mundos diferentes. É um privilégio, acima de tudo, pois esse filho vai ter explicações espirituais dentro de casa. Aprendi muito com isso. E hoje louvo a Deus por ter sido abençoada dentro de casa. É como tivesse médico dentro do meu lar (risos).
Contatos para enviar depoimentos: kesiaadriany@hotmail.com/kesiaadriany@snt.com.br (o sigilo é garantido)
(Colaboração de Celso Francisco)
(Colaboração de Celso Francisco)
O ESTIGMA DE SER FILHO(A) DE PASTOR
08 Março 2007
O ESTIGMA DE SER FILHO(A) DE PASTOR
Rev. Ashbell Simonton Rédua*
Há algo errado em ser filho ou filha de pastor? Na busca das respostas mergulhei no site de relacionamentos “Orkut”, lendo os depoimentos que manifestam alegrias e tristezas de ser filho(a) de pastor.
Eu consigo entender um pouco da vida de um pastor, afinal sou pastor, filho de pastor e pai de um futuro pastor, porém tenho de admitir que há seus prós e contras.
Encontrei 81comunidades que falam do assunto. A maior delas com 5.947 membros, “Filhos de Pastores”,
Eu consigo entender um pouco da vida de um pastor, afinal sou pastor, filho de pastor e pai de um futuro pastor, porém tenho de admitir que há seus prós e contras.
Encontrei 81comunidades que falam do assunto. A maior delas com 5.947 membros, “Filhos de Pastores”,

Filhos de Pastores
5.947 membros
Essa comunidade foi feita especialmente para aqueles que sabem o que realmente é ser um filho de pastor...heheh a loucura que eh....q soh a gente entende....fala sério.. mas d boa..tamu ae pra tud ...
Há outras: “Filho(a) de Pastor
Eu sou filho de pastor
1.681 membros
Tópicos de propaganda, principalmente as obscenas ou indecentes serão deletados! VÃO CRIAR VERGONHA NA CARA MEU AMIGO!!!
*Os participantes da comunidade, por favor, me ajudem quando virem um t ...
1.681 membros
Tópicos de propaganda, principalmente as obscenas ou indecentes serão deletados! VÃO CRIAR VERGONHA NA CARA MEU AMIGO!!!
*Os participantes da comunidade, por favor, me ajudem quando virem um t ...
Muitos dos depoimentos encontrados relatam aquilo que senti na própria pele, e, vejo os meus filhos passando pelas mesmas dificuldades, porém conheço aqueles que de alguma forma se acham no direito de exigir e até explorar essa turma. Isto relacionado com a cobrança que é realmente grande e que pouca ajuda. Precisamos entender que além de receber carinho, amizade e até amor, há ausência de um ombro amigo com quem possa compartilhar e desabafar.. Existe sim, uma terrível solidão, solidão dinâmica, que é a solidão em que estamos em meio as pessoas, convivendo com as pessoas, mas que não conseguem nos ouvir! Sei das lutas também no campo espiritual, acordar sentindo opressão, desespero, tristezas as vezes até sem motivo e sem saber a razão, é aquela sensação de vazio, nostálgico.
Algumas vezes eu e meus irmãos acordávamos a noite com os soluços de nosso pai que orava pedindo a misericórdia do Senhor, dias em que estava extremamente irritado e nem sabíamos por que, talvez nem mesmo ele soubesse.
Hoje tenho 48 anos e aprendi durante a minha vida de filho de pastor que o Senhor Jesus Cristo é o único que pode nos ajudar. A maior decepção que tive em minha vida foi quando descobri que meu pai era um ser humano além de pastor. Talvez porque de alguma forma isso é exigido também dos filhos de pastor, que não enxerguem a humanidade de seus pais. Se por um lado a decepção foi grande, a oportunidade foi maior, oportunidade de aprender o que significa ser filho de pastor, e isto foi maravilhoso! Olha que por causa dessas cobranças passei 9 anos com rancor no meu coração, inconformado por ser filho de Pastor, isto era um estigma, uma tatuagem, algo que marcava a minha vida, que me sufocava, que escasseava os meus dias. Claro que um dia eu e meu pai nos reconciliamos, porque descobri que Jesus também me perdoa e que papai não é diferente de mim, ele só era “pastor”, como também sou apenas “filho de pastor”, sem nome, sem endereço, sem personalidade, apenas filho de pastor. No início não foi fácil. Afinal a família do pastor é quase que pastor também, pelo menos é assim que a igreja nos vêem. As lutas eram nossas, as orações, as dificuldades também! Amo meu pai agora mais do que nunca, apesar da tremenda saudade que sinto do pai-pastor (in memoriam). Hoje oro pelos pais-pastores e pelos filhos-pastores, faço isto diariamente como homem, como pastor, como pai e como filho de Deus.
Alguns filhos de pastores da comunidade “Filhos de Pastores” escreveram:[*]
“As Vezes vuh... heueheueheu pq qualquer coisa q agente faz assim todo muundo fala o filho do pastor... heueheueheu ai vem a parte boa... Que Minha Familia é Abençoada Coberta Pelas Mãos De Deus... Atraves da Oração De Meu Pai,Minha Mãe...e tipow minha familia toda é De Deus, Vo, Primos, Tia todos Graças a Deus...”
“Eu gosto. Mas é difícil. Deve ser igual a mesma pressão de ser um 1º filho ou princípe/princesa. Tem que ter uma estrutura emocional, uma família amorosa. Uma igreja compreensiva. Adoro as bajulações. Os presentes. Detesto as fofocas. Pegação no pé... Mas no final, as coisas boas somam mais do que as ruins.”
“Não é facil, pois na verdade fazemos parte da ... família pastoral da igreja, e muitas das vezes as pessoas a nossa volta, não nos indetificam pelo que somos, mas pelo o que o "paistor" é...rs !”
“por um lado e ruim pq somos cobrados d+ todo mundo fala q agente tem q dar + exemplo tem pessoas q dentro da igreja num gostam de vc mas tirandu tudo issu e otimo ainda + tendo os pais q eu tenho mae e pai pastores heheh ”.
“Gosto muito ...pela certeza do chamado divino na vida do meu querido pai. Tenho orgulho de ser filha não só do "rótulo" Pr. mas de um autêntico homem de Deus!!!! Que tem entregue-se a seu ministério. E por seu exemplo, somos( eu ,minha irmã e meu irmão) hoje homens e mulheres de Deus, com a chama do evangélio e com a gana de viver no centro da vontade de Deus!!! Amém”
Há alguns site interessantes que nos anima, como por exemplo o “http://www.filhosdepastores.com.br/”, quem tem o objetivo de resgatar a estima, a dignidade dos filhos de pastores.
Há filhos de pastores extraordinários, destaco o “Enos Moura Filho”, homem de Deus, que aprendeu com o Pai as alegrias e as lutas de ser “Filho de Pastor”, o Wesley Simonton, que aprendeu com o avô e agora com o pai, estas mesmas sensações, a Emily Regly, jovem fiel, líder e compromissada com o reino de Deus.
A experiência do Rev,. Antonio Elias e da irmã Maria José é marcante, diz ela com relação aos seus filhos:
“Nos sempre valorizamos muito nossos filhos. No que diz respeito a igreja, a gente deixava muito claro que nossos filhos eram como qualquer criança, tinham defeitos, mas nos estávamos ao seu lado. Um dia, alguém se queixou de nossos filhos para meu marido, mas ele respondeu: "Olha, eu estou do lado dos meus filhos. Se vocês me aceitarem com meus filhos do jeito que eles são, estarei bem aqui; se não, podem me dispensar do trabalho da igreja". A cobrança sobre filhos de pastores e muito grande, coisas como: "Você e filho do pastor, não pode fazer isso". Muitas vezes, a igreja quer determinar a maneira como a família pastoral deve educar seus filhos. Nos enfrentamos este problema muitas vezes. Na época dos Beatles, um dos nossos filhos deixou o cabelo crescer- coisa própria da idade.” [†]
Não temos o direito de estigmatizar, rotular, nomenclaturar os filhos de pastores, devemos banir no nosso linguajar expressões como:
“Filho de pastor é problemático”
Ou
“Filho de pastor, pecadorzinho é”
Ou
“Filho de pastor, não é pastorzinho”
Ou
... vocês sabem... como é mesmo que chamam o filho do pastor da sua igreja...ah... não sabe?
Ser filho de pastor é um privilégio, é algo tremendo, é ministério, é ter a oportunidade que muitos não possuem, acima de tudo é responsabilidade, é temor à Deus, é ver os milagres mais de perto, é ser testemunha de viver pela fé, testemunha ocular da fidelidade de Deus, e sentir este amor tão especial que Deus tem pela família do pastor.
Um filho de Pastor fiel e temente à Deus é sempre um referencial é abrigo no temporal.
Soli Deo Gloria
* Rev. Ashbell Simonton Rédua é pastor da Igreja Presbiteriana do Sinai em Niterói-RJ
[*] Tópico: Você gostar de ser filho de pastor?. Comunidade Filhos de Pastores. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=538655
[†] Dutra, Marcelo. Unidos sob a Mão de Cristo. Disponível no site: http://www.gospel.org.br/familia_pastoral/index.cgi?codigo_texto=32
[*] Tópico: Você gostar de ser filho de pastor?. Comunidade Filhos de Pastores. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=538655
[†] Dutra, Marcelo. Unidos sob a Mão de Cristo. Disponível no site: http://www.gospel.org.br/familia_pastoral/index.cgi?codigo_texto=32
Filhos: o que a Bíblia diz?
O Que Diz A Bíblia Sobre
Os Filhos do Lar
Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de “o lar”. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.
Tal lar, tal mundo
Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o que Deus tem para nós na relação de família.
Filhos - Herança do SENHOR
I. Os Filhos - Uma Bênção
De acordo com a Bíblia, filhos são uma benção que vem do Senhor, “o fruto do ventre o seu galardão.” (Sal 127:3). Não são só os filhos que são uma benção, mas também os filhos dos filhos são “a coroa dos velhos” (Prov. 17:6). Tanto mais os filhos quanto mais as bênçãos parecem ser o que a Bíblia relata sobre os filhos (Sal 127:3-5). O fato de não ter filhos era uma vergonha (Gên. 30:22,23) e opróbrio (Lucas 1:25). Quando Deus queria abençoar um casal Ele dava filhos (Abraão e Sara - Gên. 17:20; Ana - I Sam 1:3-27; Elizabete - Luc 1). Se vamos ter a mesma atitude que Deus tem deste assunto devemos já nos dobrar à idéia que filhos, em qualquer época, não são menos que uma bênção. Para um estudo desta atitude, estude Gên. 30:1-24 e veja as reações das esposas de Jacó em terem filhos.
Muitas vezes, quando os filhos são menos que uma bênção para os pais, os pais reclamam que são um peso. É fato que “o filho insensato é a tristeza de sua mãe” (Prov. 10:1), mas a maioria destes casos foram os pais quem deram causa a tal insensatez pelo descuido no treinamento do filho. Examine Provérbios 22:15; 29:15, 17 em relação a este aspecto. Pais, não culpem os seus filhos pela vossa desatenção. Assume a responsabilidade e procure a graça de Deus para por a casa em ordem seguindo os princípios da Palavra de Deus tão claramente estipulados e por muito tempo ignorados.
II. Os Filhos - Obediência é a sua única virtude.
Examine a Bíblia toda e irá concluir que “obediência aos pais não é só uma virtude; é a única virtude da criança.
A obediência inclui tudo que é bom que pode ser exigido ou esperado dele.” (The Christian Family, p.61). É chamada a ‘única virtude’ porque é o único mandamento para as crianças guardarem (Êx 20:12; Efés. 6:1-3; Col 3:20). Há o princípio de I Tim 5:4, “recompensar seus pais” mas isso não é nada menos que o cumprimento de Êx 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe.” Jesus recebeu os meninos e disse, “dos tais é o reino de Deus.” (Mar 10:14). Se a obediência completa é a única virtude da criança, então pode saber que qualquer que queira ver o reino de Deus deve ter prontidão de espirito de obedecer em amor tudo que Deus mandou. Temos estudado já que o homem do lar tem responsabilidade de ensinar, ser exemplo, ser o cabeça, ter a iniciativa, e treinar os filhos. Temos estudado já que a mulher do lar tem a sua responsabilidade no lar de submeter-se à cabeça do lar e ser uma ajudadora idônea para ele. Os filhos do lar tem a única responsabilidade de obedecer os pais. Isso em si fornecerá para os filhos um ambiente no qual eles tenham o mínimo de estresse para que eles possam desenvolver bem em todos os sentidos. O filho que sai desta posição de bênção, quer dizer o rebelde ou a criança de natureza obstinada, traz para si uma multiplicidade de problemas à sua vida e às vidas ao redor dele.
- A obediência aos pais pressupõe outras qualidades boas tanto quanto a desobediência pressupõe qualidades más. Comparando obediência e desobediência na Bíblia podemos ver que tipo de companhia filhos obedientes ou filhos desobedientes têm e quais as expectativas podemos esperar de cada um.
Obediência:
Fé e salvação - Gên. 7:7 (Noé e família) - Prontidão em ouvir O Senhor - I Sam 3:4
- Tenro - Prov. 4:3
- Apreender a verdade - Prov. 31:1
- Amor - João 14:15
- Sujeição, submissão, bom testemunho - I Tim 3:4,12
- Humildade, fidelidade - Fil. 2:8
- Pronto para agradar, abençoado - Efés 5:1
- Vá bem, vida longa - Efés 6:3
Desobediência:
Tolice - Juízes 14;2 - Morte, “a glória se foi” - I Sam 4:11
- Ódio, morte, fuga, desperdiço, dissolução - II Sam 13:22,28,34; 15:13
- Desrespeito, morte - II Reis 2:23,24
- Romanos 1:29- Iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade,
- Romanos 1:30 - sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males
- Romanos 1:31 - néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia
- II Tim 3:2 - homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos
- II Tim 3:3 - sem afeto natural, irreconciliávies, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons
- II Tim 3:4 - tridores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus
- II Tim 3:5 - têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela
Obediência - O Caminho Abençoado!
Obediência traz consigo muitas outras bênçãos pois submissão aos pais é submissão a Deus, quem mandou aos filhos obedecerem os pais. Quando uma criança aprende submissão (e tem que ser aprendida, o mais cedo possível - Prov. 22:15) ela aprende submeter-se a uma vontade mais alta que a sua. Sabendo submeter-se a uma autoridade mais alta pode treinar o filho pequeno a responder até ao chamado de Deus à salvação pois salvação é uma resposta em obediência a chamado de Deus pela Palavra dEle (Prov. 23:13,14; Veja o exemplo de Noé - Gên. 7:1-7). O filho que sabe submeter-se aos pais sabe obedecer os mandamentos de Deus “não de uma força externa mas de uma consciência e impulso interno” (The Christian Family, p. 62).
III. Os Filhos e os Velhos
O mandamento de Êxodo 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.” , e repetidos em Deuteronômio 5:16 e Efésios 6:2 não são só para a criança enquanto esteja no lar mas estão em efeito enquanto ela tenha pais.
Para que a igreja não tenha a responsabilidade de cuidar financeira, medica, emocional ou literalmente é constatado por Paulo que “os filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.” (I Tim 5:4). Isto relata que os filhos têm uma obrigação para com os pais e até outros parentes como avós (I Tim 5:8,16). Como os pais ministraram incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os filhos, os filhos devem “recompensar” os pais. Pode chegar o dia em que o filho, por um tempo indeterminado, precise ministrar incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os pais. O filho retribuindo esta atenção e cuidado é “bom e agradável diante de Deus” e há de honrar os seus pais pois ele “está mostrando respeito em consideração à sua excelência e superioridade” (Matthew Henry). Quando os pais têm mais que um filho, esta responsabilidade pode ser distribuída entre todos os filhos sem que o peso total seja levado por só um ou dois. Mas, mesmo não tendo outros que levam a responsabilidade, o filho único, tendo recebido toda a atenção dos pais quando era criança, deve agora incansavelmente dar tudo que pode aos pais.
Como os Pais aos Filhos - Os Filhos aos Pais
IV. Os Filhos e a geração futura
A continuidade das instruções de Deus para futuras gerações cabem aos filhos. Salmos 78:4-7. Os filhos são os elos que fazem a ligação de agora para com o futuro. Os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor” (Efés. 6:4), e os filhos criados assim tenham uma responsabilidade também, “Para que a geração vindoura a soubesse” sim, “os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos” (Sal 78:6; 48:13; 71:18; 102:4; Deut 6:2).
Os filhos que guardam as instruções dos pais para as obedecerem levam uma prática e exemplo para as suas famílias futuras que influenciarão a sociedade que ainda virá. Não pode ser dada ênfase demais a importância dos filhos atentarem para os conselhos dos pais. É aqui que se pode ver o significado do ditado: como vai o lar, vai o mundo, pois os filhos levam as qualidades adquiridas no lar para sucessivas gerações (Mal 2:15).
V. Filhos e os Pais
Que filhos necessitam de pais é evidente pela criação de Deus. Só os filhos de seres humanos têm longo período de amadurecimento. Durante este tempo é necessário o cuidado, correção, exemplo e amor dos pais. Não sejam enganados, filhos, vocês precisam de pais, e pais que usam a autoridade para marcar os limites. Que filhos precisam de pais é evidente pelos versículos seguintes:
Provérbios 22:6, “Educa a criança no caminho em que deve andar; ...”
Provérbios 22:15, “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.”
Provérbios 29:15, “... a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.”
I Cor 13:11, “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
Efés 4:14, “para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina”
(Veja também Provérbios 31:1; II João 4)
Os filhos, no nascimento, e pelos primeiros anos até que sejam adultos, não estão completos física, experiência ou mentalmente. Não estão capacitados a exercerem todas as responsabilidades necessárias para lidar com uma vida adulta e equilibrada até que sejam de fato adultos. A vida verdadeira e real opera com princípios realísticos que são altamente desenvolvidos. Só quando a capacidade racional, lógica, emocional, experiência e física dos filhos está madura ao nível de desenvoltura da vida verdadeira é quando a responsabilidade da vida adulta deve mesmo tornar-se uma realidade.
Até aquele ponto em que os filhos podem andar responsáveis com os princípios que dirigem a vida, precisam de pais amorosos, cuidadosos, sábios e firmes. Por causa dos limites que uma vida ainda não completamente madura requer, os pais precisam fixar os limites dos filhos. Estes limites dependem tanto da capacidade dos filhos quanto dos objetivos dos pais. Qualquer limite deve ser fixado amorosamente e explicado em primeira instância. Depois que estejam fixados, os limites devem ser mantidos com sentimentos de firmeza e consideração para o bem dos que estão sendo treinados. Um sistema de fixar e manter limites que realmente merece consideração é a própria maneira que Deus nos ensina. Veja como a Bíblia inspirada é proveitosa para todos que a ela se submetem. Em II Tim 3:16,17 a Escritura é proveitosa para:
Veja esta ordem cuidadosamente:
Veja esta ordem cuidadosamente:
1) ensinar - instrução; a função dela ou a informação dada. (Strong’s #1319). - Isso é de levar o filho a ser ciente do que é certo ou errado. É a atividade de comunicar fatos. Note que a comunicação dos fatos vem primeiro. É necessário ensinar a criança do que é certo e errado antes de reprovar ou corrigir ela por fazer qualquer erro.
2) redargüir - prova ou convicção (Strong’s #1650). - Uma vez que a instrução tenha sido dada é necessário dar provas dela. Quando a criança começa a afastar-se da obediência, da instrução já dada, os pais precisam chamar a atenção ao delito. É necessário que a criança entenda de que tal ação ou atitude está em conflito com a instrução dada.
3) corrigir - colocar em dia; retificar; reformar (Strong’s #1882). - Se a ação ou atitude estiver repetida depois de chamar a atenção ao delito, é preciso que uma ação da parte dos pais seja exercitada que modifique o comportamento do filho. O objetivo da correção é de tornar retas as ações dos filhos e não de descaracterizar ninguém. Deve ser aplicado numa maneira firme e amorosa no mesmo tempo e nunca com cólera ou sentimentos de vingança.
4) instruir - tutorar, como em educar ou treinar (Strong’s #3809). - Essa palavra é traduzida “doutrina” em Efésios 6:4.Quando há insistência na parte dos filhos a fazerem contrário aos limites fixados pela autoridade, mesmo depois da prova do delito e da tentativa de colocar em dia as ações deles, é necessário usar uma correção disciplinadora outra vez. Esta correção precisa de ser repetida tantas vezes quantas as ações não desejadas estejam repetidas até que tudo esteja em conformidade ao que foi ensinado.
A opção de usar um sistema firme como o da Bíblia é de aplicar filosofias humanas ou técnicas de persuasão emocional. Esta persuasão emocional vai de manipulação mental em um extremo, à de força brutal no outro extremo. Uma observação conservadora dos filhos que têm sido submetidos a estas idéias humanas deixa um comentário convincente que a maneira Bíblica é demasiadamente a melhor.
A opção de fixar limites para uma criança é de deixar a criança entregue às suas próprias forças imaturas. Isso certamente trará vergonha à sua mãe. Não só o coração do filho é ligado à estultícia mas as capacidades dele não são ainda desenvolvidas ao ponto de equilibrar-se com o alto desenvolvimento dos princípios da vida real.
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe; Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida”Provérbios 6:20-23
VI. Os Filhos e a morte prematura
Mesmo que a Bíblia nos diz que “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos” (Salmos 90:10) a Bíblia também nos ensina que o Senhor pode dar e também pode tomar (Jó 1:21). Há os casos na Bíblia que os filhos pequenos dos filhos de Israel eram mortos várias vezes (Faraó mandou isso em Êx 1:22 e Herodes mandou isso em Mat. 2:16). Mesmo que o desejo é de viver, às vezes o desejo não é realizado. Não há garantia do dia de amanhã pois a nossa vida, de qualquer numero de anos, “é um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4:14).
A. O que acontece quando um filho morre pequeno?
A Bíblia não fala diretamente para onde vão os filhos que morrem. Pela comparação de um versículo com um outro e procurando ser fiel com toda a verdade apresentada na Bíblia podemos achar algumas respostas desta pergunta. Os filhos que morrerem prematuros, antes da idade da razão, podem ir para o céu. Quando Davi perdeu a sua criança de poucos dias ele pronunciou, “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” (II Sam 12:23). Davi dizendo, “irei a ela” nos dá uma razão de crer que as crianças vão ao céu onde Davi foi depois de morto. Que a criança “não voltará para mim” nos ensina que não há reencarnação ou uma outra chance de vida nem uma outra vida em qualquer forma na terra para as crianças que morrerem pequenas.
B. Há um céu só para nenê?
A Bíblia nos revela tudo que Deus quer revelar para o homem. Só o que é revelado é necessário para o homem saber para dar glória a Deus. Existem perguntas que não têm respostas. Geralmente pode concluir que se a Bíblia é silenciosa sobre um fato, o homem deve ficar silencioso também. Homem qualquer não tem nenhuma liberdade de criar nenhuma crença se a Bíblia não a ensina. A Bíblia só relata um céu (Apoc 21,22). A Bíblia é silenciosa sobre qualquer afirmação de fato para onde as criancinhas vão quando morrem mas há razão pensar que vão para o céu..
C. Qual é a idade de razão?
A Bíblia não conclui qual é a idade da razão. Os estudiosos acham que quando a criança pode entender o certo e o errado ela já chegou ao ponto de ser responsável diante de Deus pelas suas próprias ações. Deus tem compaixão dos que “não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda” (Jonas 4:11). Deus cuida dos pequeninos, dos quais Jesus disse “seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus” (Mat. 18:10; Zac 13:7). É fato que ninguém pode afirmar se a idade da razão é de três anos, dez anos, mais anos ou menos, pois a Bíblia não dá casos para consultarmos. Podemos saber que os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor.” (Efés 6:4) desde o berço para que quando vier o tempo de partirem, estarão preparados. Também a Bíblia alerta que os pais devem ter cuidado de nunca impedirem qualquer criança de ir a Cristo (Mat. 19:13-15).
D. Qual deve ser a atitude sobre aborto?
Quando os filhos são abortados eles morrem prematuros. Os que concedem ao aborto ou praticam o aborto já são culpados de assassinato. Disso, a Bíblia não resta dúvidas.
Se o caso de Onã trouxe a repreensão do Senhor (Gên. 38:8-10), tanto mais os que desfazem o “fruto do ventre”(Salmos 127:3). Bênçãos eram para as parteiras Egípcias que “conservavam os meninos com vida” que Faraó mandava matar. As parteiras agiram com uma atitude de temor a Deus (Êx 1:15-21). Todos que cuidam da vida que o SENHOR dá estão operando com o temor de Deus. De outra maneira é homicídio.
Do momento que há concepção, há vida (Mat. 1:18, “concebido”, Mat. 1:20, “gerado”). Quando “no oculto”, dentre do ventre, o corpo existia “ainda informe” Deus notava e dava consideração como se fosse uma pessoa completa. Davi disse pela inspiração, “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Salmos 139:14-17). Se a criança, “ainda informe”, levava a atenção notável de Deus, os que temem a Deus darão atenção adequada a ela também.
VII. Filhos e a Educação Sexual
Sendo muitas vezes um assunto constrangedor tanto para filhos quanto para os pais todos podem ficar sabendo que não é tão acadêmico quanto acham. Desde o fato que os pais passarem a terem filhos já tem iniciada a educação sexual para seus filhos. Desde que os filhos chegaram a ter consciência de si mesmos também já têm iniciado as lições da sua sexualidade. O assunto é honroso (Heb 13:4), desde que esteja entre os contextos nos quais Deus o deu.
Como o lar é o berço de caráter, costumes, morais e hábitos podemos entender que o lar é uma sala de aula também. Todos as atitudes de amor e respeito de um e outro no lar dão uma educação imperceptível nas atitudes que os filhos terão sobre sexo. As atitudes que os filhos desenvolvem sobre o assunto eles são vista primeiramente nas vidas dos pais. O pai que é feliz de ser pai e que ama a sua esposa, já está dando aos filhos uma lição de sexualidade masculina. A mãe que é feliz nas suas tarefas de mãe e uma mulher que está em paz com a sua posição no lar já está dando às filhas uma aula particular de sexualidade feminina. Os pais que amam um ao outro e não têm medo de viver o seu amor publicamente dão aos filhos o alicerce de atitudes saudáveis. E tudo isso, sem nenhuma palavra dada “oficialmente” sobre o assunto.
Mesmo que a vida dos pais dão lições inesquecíveis aos filhos, palavras mais cedo ou tarde também devem ser dadas para os treinar mais particularmente. Provérbios 5 é um exemplo de um pai cuidadosamente ensinando seu filho sobre os caminhos da vida. Que Rebeca tinha treinamento por exemplo e por palavra, é evidente quando ela encontrou o servo de Abraão, que buscava uma mulher para seu filho Isaque (Gên. 24). Há detalhes que devem ser dados sobre as características distintivas que Deus fez nas pessoas. O alvo de toda a instrução, seja pelo exemplo, seja pela palavra, é que “que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (I Tess 4;1-5; ver também II Tim 2:19-22 junto com o aviso de Rom 12:1 e I Cor 6:18-20). A hora certa de falar dos papéis expressos de cada filho é determinado pelos pais. Só deve ser enfatizado que este esclarecimento esteja feito mesmo pelos pais e antes que os filhos necessitem das informações.
Informado antes preparados estão. Preparado antes é ser maduro. Ser maduro é ser sábio quando a informação certa é necessária para dirigir a vida. Mas, mesmo assim, há um certo mistério saudável sobre o assunto que só a realização de uma vida casada realmente desvendará (Provérbios 30:18,19).
Deus abençoe sua família
Autor: Pastor Calvin Gardner
Adaptação:
Pr. Adelcio Ferreira
www semenadoapalavra.net
www semenadoapalavra.net
http://www.vivos.com.br/377.htm
Carta aos filhos de pastores
Filho de peixe peixinho é, FILHO DE PASTOR pecadorzinho é, se não se converter vai para o inferno IGUAL A QUALQUER UM.
Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça, quando fui convidado para ser o preletor da palestra para filhos de pastores, durante o evento Expo Cristã, realizado com muito sucesso em São Paulo. Um privilégio e um desafio, isso foi o convite para mim, isto é ser filho de pastor, isto é ser pai ou mãe de um filho de pastor; UM PRIVILÉGIO E UM DESAFIO, e aqui vai um pequeno resumo da ministração que Deus colocou no meu coração para este dia. Quem sou eu: Meu pai, Pastor Eliseo Batiston, é um bem sucedido pastor do sudoeste paranaense, em uma cidade de 65.000 habitantes, uma igreja de 2000 membros, neste ambiente cresci, TODO MUNDO sabia quem eu era, e TODO MUNDO tinha uma expectativa formada de quem eu deveria ser. Pressão para uma criança, para um adolescente e mesmo para um jovem. Com um agravante, meu pai era um dos médicos mais conhecidos da cidade e o vereador mais votado, ESCÂNDALO largou tudo para ser pastor. Piadas no colégio, na rua, na lanchonete, professores que odiavam crentes, não havia lugar pra se esconder. Na minha cidade se você espirra numa esquina, na outra um conhecido lhe deseja saúde. Na igreja tinha que ser o mais santo, pro mundo deveria ser o menos diferente possível, Diante de Deus deveria ser o padrão para o povo do mundo, a esta altura eu mesmo já nem sabia quem queria ser, sabia que queria ser livre, queria sumir, ser eu mesmo.
MAS QUEM EU ERA????? Tentei quase tudo, sucesso com as meninas, ser o musico da escola, poeta, as melhores notas, as piores notas, usei terno, calça jeans rasgada, cabelo comprido, cabelo raspado, estilo esportista, intelectual, rebelde, pacifista, quase todas as identidades que eu encontrei em filmes, sonhos, vídeo games eu tentei ser na minha adolescência, qualquer coisa que fosse diferente do meu pai e parecido com o que a maioria esperava. Rugi contra meu pai várias vezes frases como: - Quero um pai não um pastor - Quem você é agora? Pai ou Pastor? - Pelo menos me trate como uma de suas ovelhas - Eu? Pastor? Jamais!!!!!!!! - Vai cuidar da sua igreja e me deixa em paz. Agora até parece engraçado, mas vocês, pastor e filho, sabem de que sentimentos momentos e sensações estou falando. Mas ser filho de pastor não me trouxe salvação. Até que eu entendi que eu era um dos poucos no mundo a ter o pai e o pastor na mesma casa, e que era meu trabalho absorver o melhor de cada um dos papeis que aquele homem tinha e tem na minha vida. Sabe, hoje sou casado com uma linda mulher, tenho uma banda, um ministério reconhecido e de sucesso, tenho discípulos que me amam e me seguem em direção a Cristo, tenho um bom salário, um carro e um lindo violão, e ainda as vezes olho para a porta de casa, esperando que o pai e o pastor entrem e me digam o que fazer, então, dentro de mim, as sementes que ele plantou, as vezes de uma forma maravilhosa, as vezes de uma forma errada, se tornaram a arvore onde eu descanso, e fico seguro. Os princípios que entram em nós sem percebermos, e se não rejeitarmos, vão nos dar uma vida segura, feliz e de muita aventura com Deus.
O amor por Jesus e pelas vidas, a confiança, de que ainda que o mundo acabe, Deus esta no controle e me ama, ainda sendo eu um pecador. Os valores dos dez mandamentos pendurados na porta da geladeira, as noites chorando para que uma alma fosse liberta, fazer a obra mesmo com sacrifício próprio. Nenhuma faculdade no mundo poderia me ensinar, nenhum dinheiro poderia comprar. Valeu a pena cada momento esperando que ele chegasse em casa, e ele não veio. Não veio para que mais um marido voltasse com a esposa, ou mais um jovem largasse das drogas, ou mais uma pessoa no leito de morte tivesse o conforto de um homem de Deus. Valeu a pena, vai valer pra você, se você permanecer e não rejeitar seu privilegio.
Isso tudo não é somente bíblia ou um estudo compilado sabiamente. Isto é a minha vida, a minha decisão, aproveitar da melhor maneira a vida de filho de pastor que eu tive. Quando os filhos de pastores e missionários entenderem, como qualquer outra pessoa, que não podem escolher o pai, a mãe, o lar, o passado, mas podem escolher quem serão no futuro, como usarão da melhor maneira o que seus pais lhes deram e mesmo seu passado, teremos exércitos de David Quinlans, Anas Paulas, Andrés Valadão, Ministérios Ouvir e Crer, Ministérios Ipiranga, Samueis Barbosa e muitos, muitos Filhos dos Homens, rompendo cadeias, conquistando nações e transformando esta geração rebelde em uma geração de guerreiros santos e curados, cheios do espírito, fazendo valer cada palavra de Isaias61. Filho de pastor, você não tem poder sobre o passado mas tem sobre o futuro. A responsabilidade agora é nossa e não dos nossos pais.
Isso pode parecer mais uma cobrança, e daí, você é filho de pastor já deveria estar acostumado com cobranças, é uma decisão que você precisa tomar, e ser homem ou mulher o bastante para enfrentar as conseqüências de rejeitar ou aceitar um presente dado por Deus. Oro por você todos os dias Tome a decisão certa Com carinho...
Deus abençoe
Pr. Cris - FDH
www filhosdohomem.com.br
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