segunda-feira, 3 de outubro de 2011

OS FILHOS DO PASTOR


OS FILHOS DO PASTOR

Ser filha de pastor é uma honra que Deus me permitiu ter. Além de ser uma faculdade extensiva e inteiramente minuciosa que o Senhor me permitiu passar.
            Cada dia é um aprendizado diferente. Sei que em tudo na vida é assim, mas ser filha de pastor, hoje, me faz ver que Deus estava me preparando para o que eu iria assumir posteriormente. Meus pais são os meus maiores exemplos de vida e de ministério. E a principal lição que eles sempre me ensinaram foi: “Eu fui concedida à eles por Aquele que me sustenta.”
 Ele sustentou meus pais, e desde o dia em que nasci Ele me sustentou, primeiramente viva, e em tudo o que precisei e que pedi, Ele me deu, nunca a menos, sempre na medida necessária para minha felicidade e realização.
            Mas não afirmo que ser filho de pastor é fácil e que como muitos afirmam, tem mais regalias do que problemas. Pelo contrário, ser filho de pastor é um caminho árduo. De uma certa forma, a esposa do pastor entrou nesta vida um pouco consciente, quer dizer, ela teve escolha! Nós filhos de pastor, não temos o direito desta escolha, nós já nascemos neste meio, sem direito de dizer o que queremos e o que pensamos, apenas aprendemos que temos que ser “deste jeito” e pronto.
            Os primeiros e mais problemáticos problemas, é que a Igreja quer nos criar, e esperam de nós que sejamos perfeitos. Não somos como as outras crianças, se eles gritam e correm na hora do culto, é normal. Mas se é o filho do pastor... isso não é admissível. Os filhos do pastor devem ser perfeito. E se possível futuros pastores e missionárias, como está no ditado popular:”Filho de peixe,peixinho é, filho de pastor pastorzinho é!” Não é bem por ai que deve funcionar.
Todos nós temos personalidade e características próprias. Assim como todas as pessoas dentro da Igreja, possuímos sonhos, desejos, anseio, vontades e vidas próprias. E gostamos de ser respeitados por isto.
Muita das vezes somos cobrados acima do que podemos suportar. Não é obrigação nossa sermos iguais aos nossos pais, e nos envolvermos em tudo da Igreja, de forma que nossa vida gire em torno dela. Devemos ter nosso espaço.
Temos pouca privacidade. Isso de um modo geral. Não podemos estar a vontade em nossas casas, e cada movimento nosso é observado bem de perto, de forma, que nem espirrar alto de mais, nem baixo de mais, nos é permitido. Algumas vezes em nossas próprias casas temos privações da forma de vestir, agir, falar... em tudo
            A Igreja sempre espera que sejemos perfeitos e muito bem educados, de forma que sejamos o modelo para todos os outros. Somos seres extra-terrestres nas Igrejas. Os filhos que não existem. Realmente eles não existem.
Mas há com certezas as coisas boas... uma delas é que ser filho de pastor é uma honra. Nascemos numa família privilegiada.
Depois disso, podemos ir em quase todos os lugares e ficamos sabendo de quase tudo antes de todo mundo.
Mas uma coisa bem importante, é que na maioria dos casos, amadurecemos antes da maioria, de sorte que alguns problemas são evitados por nós mesmos e algumas decisões são geralmente tomadas de forma sensata e bem pensadas.
“Carregamos muito de nossos pais em nós, e por isso somos o que somos.”


* Conclusão:
            Ser esposa de ou do pastor é uma grande privilégio que exige muita responsabilidade. Deus confiou e confia esta responsabilidade a pessoas que ele sabe, de antemão, que serão capazes de cumprir. Ele jamais nos deixará sozinhas.
“O nosso parceiro nessa responsabilidade é o nosso privilégio. É um  privilégio servir a Deus na qualidade de esposa de pastor. Não importa se temos ou não um nome diante das pessoas. O que importa é que Deus nos reconhece individualmente e pelo nome. Quando encaramos a posição de esposa de pastor, como um privilégio confiado por Deus a nós, não teremos como desaponta-lo. Afinal ele merece o melhor de nós...” Assim diz a autora do livro: A mulher sem nome (Nancy Gonçalves Dusilk)

            Ser filha de pastor é uma honra que Deus me permitiu ter. além de ser uma faculdade extensiva e inteiramente minuciosa que o Senhor me permitiu passar.
            Cada dia é um aprendizado diferente. Sei que em tudo na vida é assim, mas ser filha de pastor, hoje, me faz ver que Deus estava me preparando para o que eu iria assumir posteriormente. Meus pais são os meus maiores exemplos de vida e de ministério. E a principal lição que eles sempre me ensinaram foi: Eu fui concedida à eles por Aquele que me sustenta. Ele sustentou meus pais, e desde o dia em que nasci Ele me sustentou, primeiramente viva, e em tudo o que precisei e que pedi, Ele me deu, nunca a menos nem a mais, sempre na medida necessária para minha felicidade e realização.

ESPOSA DE PASTOR


 A MULHER SEM NOME

  1. QUEM É A MULHER SEM NOME?

Durante muitos anos, e até os dias de hoje em algumas denominações,
quando uma igreja convida um novo obreiro, apenas deseja saber quem ele é, que tipo de ministério elepossui, quais as suas qualificações e qualidades de oratória, sua capacidade de administrar, enfim, preocupa-se apenas e exclusivamente no trabalho queele pode desenvolver, esquecendo-se de procurar saber também sobre sua esposa.
            No entanto esta é uma atitude errada! A esposa do pastor também é: 1o gente! Com qualificações, dons, talentos e com vida própria; 2oele não irá trabalhar sozinho, “ela” estará a seu lado, o auxiliando em todas as coisas que precisar. Isto é uma questão de conscientização que leva tempo para as pessoas assimilarem, pois é um processo lento.
            Mas ainda há esposas de pastor que não desenvolve nenhuma função na igreja, mesmo assim elas tem uma tarefa muito difícil e que exige todo o tempo da vida delas: Cuidar do pastor e da família do pastor.
            Outras vezes, a igreja julga por aparências, e acha que a esposa do pastor não tem condições de fazer nada, e passa a ignora-la. Mas ninguém nasce sem talentos, Deus seria injusto se fizesse isso com uma pessoa.
            E todas estas coisas vêm ferindo o coração da esposa do pastor.
            Ser esposa de pastor não quer dizer que estamos embutidas no marido, pelo contrário, somos bem diferentes e possuímos deveres diferentes. Elas não estão atrás, por que não foram feitas para serem sombra; não estão abaixo,  porque não nasceram para ser tapete; não estão acima, por que Deus não as criou para dominar, no entanto, estão “ao lado de”! Nasceram para ser parceiras, auxiliares, onde fazem parte do conjunto. A esposa do pastor completa o pastor, não apenas como homem, mas também com a função que ele desenvolve.

  1. A VISÃO DA IGREJA SOBRE A MULHER DO PASTOR

Há diversas situações em que a igreja espera que a esposa do pastor seja
“assolam”, ou seja, seja exemplar e competente em tudo. Tem que saber tocar, cantar, fazer coreografia, cuidar de crianças, boa na limpeza, nos serviços gerais, na secretaria, em tudo ela deve estar e saber fazer com excelência e perfeição, além de ser uma excelente mão e dona de casa nas horas vagas. Sua casa, suas roupas, seu cabelo, sua maquiagem... Tudo tem que ser de forma que ela possa ser exemplo dentro da igreja.
            O grande problema é que esta mulher que a igreja deseja ter simplesmente não existe. É inteiramente necessário que a igreja reconheça que a esposa do pastor é gente também. Na grande maioria isto é dever do pastor, ensinar a igreja o que é, pra que é e principalmente quem é a sua esposa.




  1. PROBLEMAS QUE A ESPOSA DO PASTOR ENFRENTA

-          A falta do marido em casa:
Na maioria dos casos o pastor, gasta mais tempo em seus afazeres como ministro que esquece de dar uma devida atenção a seu lar. Em outros casos a esposa do pastor não se habituou a ter que dividir e aceitar que o trabalho de seu marido o requer por tempo indeterminado. Então esta mulher passa a sentir falta de seu marido e se queixar desta falta.
-          Não ter com quem compartilhar seus sofrimentos.
Toda esposa de pastor passa por estes momentos, onde os problemas lhe assolam e ela não encontra nos membros da Igreja a confiança e abertura necessária para dividir esta carga e sua família talvez não entenderá o por que dela estar passando por esses momentos,e por isso, ela se sente só e sem auxílio. Há uma grande necessidade por parte das esposas de pastor, ter alguém com quem possa desabafar e compartilhar seus problemas, que assim como sua família, “não são comuns” as de todos. Independente de denominações, os problemas de pastor, e de sua família, são inteiramente parecidos, por isso deve haver um lugar e uma amizade sadia entre eles, para que possam desabafar, compartilhar e se ajudarem , umas as outras. 
-          O “descaso” do marido:
Se a mulher do pastor já fez seminário assim como ele, ou não, pelo convívio aprendeu a manusear algumas ferramentas de interpretação, ele pensa que não tem a responsabilidade de auxilia-la em suas dúvidas. Alguns chegam a dizer: “Você sabe onde estão os livros!” Isso é além de desrespeito, é indelicado da parte do esposo.
-          Falta de tempo do seu marido
Por terem uma agenda muito cheia, falta-lhes tempo de estar em casa e cuida do que é seu, daquilo que Deus lhe confiou cuidar. Deve-se pensar que antes de casar, você tinha todo tempo e dava toda atenção a ela, por que não continuar agora depois de casado. O pastor deve encontrar(ou fazer aparecer) tempo, para cuidar e dar atenção devida a sua esposa. Entender que não apenas os membros da Igreja, precisam dele, ela também precisa.
-          A renuncia e a solidão que elas sentem na hora de criar os filhos.
“Depois que nossos filhos nasceram, parece que a Igreja precisa mais dele, e por isso ele passa mais tempo na Igreja do que em casa.”(Anônima) Algumas famílias de pastor passam por este problema, em que a esposa quando os filhos são pequenos “deixam” de ir a Igreja para cuidar deles. Então começam as críticas...mas o que a Igreja não entende é que ela precisa gastar tempo com seus filhos para cria-los de forma correta, e não deixar esta tarefa para a sociedade ou para os membros da Igreja. No entanto esta tarefa não e apenas dela, é dele também! Deus lhes confia os filhos para que juntos, criem nos caminhos do Senhor, não é dever só da mãe, nem só o pai, mas os dois juntos, compartilhando e tomando as decisões juntos.
-          A comparação que a igreja faz com a esposa anterior
Infelizmente algumas Igrejas, com a chegada de um novo pastor,passam a compara-lo com o anterior, mas isto é resolvível. Mas estas cobranças e comparações, não de crescimento e sim de destruição, passam a ser da esposa do pastor. E sempre surgem:”mas fulaninha não era assim..” “ela não falava desse jeito...” enfim, estas comparações, são formas disfarçadas de fazem cobranças, para que a atual esposa do pastor, seja igual a anterior. 
-          A cobrança por parte da igreja.
Toda Igreja exige que o pastor dê tempo integral ao trabalho, mas na maioria, esta exigência não se restringe a ele, mas também a sua esposa. Não uma compreensão maior por parte dos membros, de que, se o pastor está ali, alguém fez sua janta, arrumou a sua casa, cuidou de seus filhos, e adiantou tudo para que ele pudesse estar ali. Todo este trabalho é da esposa do pastor. O jeito de se vestir e de sentar são totalmente observados e criticados. Dá para se abrir uma loja de roupas e acessórios para as esposas de pastor, com classificação de denominação. Se cortam o cabelo querem desviar-se, se usam uma roupa mais apertada ou “da moda”, só querem ser garotinhas, se vestem uma roupa mais fechada, sem brincos, maquiagens...ela está ultrapassada e não sabe se vestir. Sempre haverá uma comparação e uma crítica.

  1. PERFIL DA MULHER SEM NOME:

Talvez neste momento você pare e pense: “Como deve ser esta mulher?” Não existe uma mulher perfeita, nem uma super mulher, não há um padrão a ser totalmente observado e seguido, mas toda mulher, especialmente a do pastor, deve atentar para alguns cuidados pertinentes que lhe ajudaram no desafio de ser a esposa de Pastor. Para assim cumprir com eficácia, a chamada especial de Deus para suas vidas.

4.1 Cuidados com o marido pastor :
Em 1o lugar deve se ter em mente, que você casou não apenas com um pastor, mas primeiramente ele é o homem que Deus escolheu para você! Ele é seu MARIDO! Não é um colega, nem membro da igreja, não é um conhecido, nem filho... é seu marido, a parte que lhe faltava. Cuide dele com amor, carinho, atenção, devoção... trate-o como gostaria de ser tratada, fazendo por onde merecer seu amor, e atenção. A Bíblia diz a todas as esposas:”Sedes submissas aos vossos maridos.” Submissa não quer dizer capacho, e sim saber o seu lugar e atender as necessidades do lar. Tem em mente papeis definidos para assim cumpri-los. Se você não cuidar do que é seu, outras poderão se voluntariar para cuidar! Não dê lugar.

4.2  Ciúmes:
Deve-se entender que o pastor, é um homem público, e por isso muitos estarão perto dele, o tocaram, ele dará muita atenção aos outros... e por isso ter paciência e auto controle são essenciais para um bom relacionamento. Outro problema enfrentado é a inveja por parte da Igreja da mulher do pastor. Todos querem fazer parte desta família, aparentemente, perfeita. Para isto é necessário , que a esposa do pastor faça parte das poucas mulheres sábias, e colocar diante de Deus esta situação para que Ele possa estar instruindo e mudando o coração destas pessoas.

4.3  Confidências :
ALERTA! O que o pastor escuta na Igreja pode ser compartilhado com a esposa? Esta mulher, deve buscar ser a mulher virtuosa. Não fazendo comentários da vida da Igreja. Não compete a mais ninguém saber além do pastor. Ele precisa de alguém para compartilhar, e acha em sua esposa esta pessoa. Compartilhe com seu marido.

4.4 Sexto sentido:
Toda mulher vê onde o homem não enxerga. Devem ser espertas e estarem ligadas, para evitar problemas maiores. Algumas vezes o homem não se percebe, e outros casos, é que as moças da Igreja são verdadeiramente acanhadas. Deve se ter recato e discrição na hora de tratar destes problemas. Se o problema é com ele,(ele tira muita brincadeira, é alegre de mais e pode vir a despertar algum sentimento em alguma moça por este jeito expansivo...)então converse com ele apenas. Se o problema é com elas, então procure-as e fala com elas, se necessário alerte seu marido.

4.5 Estímulo:
Sempre que possível dizer palavras que o estimulem. As tenções da vida ministerial são muitas. As oscilações entre chorar com a família enlutada e rir com outra que acaba de receber um bebê num mesmo dia, estressam qualquer ser humano. A esposa do pastor é a única pessoa que pode ajuda-lo com palavras e gestos de carinho.

  1. DICAS PARA A MULHER SER NOME:

5.1 Sempre que possível diga palavras de estímulo e que coloquem seu marido pra cima. De forma que ele não “necessite destes elogios fora de seu lar

5.2 A visão que os filhos terão do pai- pastor, é passado pela mãe. Então esta por sua vez, deve tomar cuidado de como fala de seu marido, dos problemas que enfrentam, de seus conflitos particulares, e de como ela fala do pai das crianças na frente deles.

5.3 Cuidar de si mesma! Sempre arranjar tempo de comprar roupas novas, experimentar um creme diferente, quando tirar férias, realmente tirar férias. Buscar agradar primeiramente a si e depois a seu marido. Ele agradece o seu cuidado.

5.4 Cuidar de sua família: Procurar meios de descontração com a família, buscar estimular seu marido a passar mais tempo em casa, fazer coisas para seu bem próprio, buscar fazer cursos teológicos, culinários, de família, de massagem... entre muitos outros que possam acrescentar no seu crescimento em seu lar.

5.5  Buscar ajuda quando necessário! E sempre ter uma amiga que possa lhe
ouvir. De preferência esta seja alguém discreta, verdadeira, mulher de Deus e que passe pelas mesmas situações que você ou que já passou. “ Só uma mulher de pastor, compreende os problemas de uma mulher de pastor.”
5.6 Buscar ser tolerante e compreensível com seu marido. Buscando entender que ele precisa de você ao lado dele. Suportai em AMOR: o mal humor, os problemas, o stresse, as agruras, a falta de tempo...

5.7 Buscar ter sempre um diálogo aberto com seu marido: se algo não agrada, fale com todas as palavras de forma que ele entenda e busque concertar. Não há assunto que você não possa tratar com seu marido.

5.8 Tratar de todos os assuntos com seus filhos no tempo certo: para tudo tem seu tempo, e isso serve para os filhos também. Você deve ensinar e falar para ele tudo da vida. Se vocês que são pais, não fizerem outros farão e talvez façam da forma errada.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

ENCONTRO F.P.2011

AGUARDEM!!!!
EM BREVE NOVIDADES SOBRE O ENCONTRO DESTE ANO

A Identidade

Identidade, conjunto de pensamentos, sentimentos, ações, valores e atitudes que temam seu próprio respeito.
A identidade é a descrição que uma pessoa faz de si quando se apresenta, quando se relaciona, quando se relaciona, enquanto vive e convive.
A imagem do pai ou esposo parece colocá-la em um lugar de privilégio e honra, mas também a prova direta de sua identidade
Quem é o filho do pastor?
Esta pergunta tem sido feita no recôndito da alma, de filhos de pastores. Que muitas das vezes estão inseridos na igreja mas não sabem quem são.
E perguntas sempre geram ao redor da família do pastor; sua esposa e filhos...expectativas, algumas coisas boas, mas em outros irreais e maliciosos.
Também se formam ao redor desta família a igreja que também quer saber quem é o filho do pastor
O que deve fazer um filho do pastor?
Em cima disto, muitas coisas é dela, feita sobre o que se espera, ou quem é o filho do pastor.
As vezes os pais nunca pararam  para pensar que os seus filhos são responsabilidades sua, e que estão em suas mãos para serem moldados. A família vem antes do que a igreja, profissão e o dinheiro.
Quem é o filho do pastor.
Gostei da citação e adaptação de Kittim Silva, no seu livro de pastor a pastor, no verso de cantares de Salomão 1.6 “e me puseram por guarda de vinhas; a vinha que me pertence não guardei” – parafraseando igreja, e da minha própria família me descuidei.
Precisamos abrir os olhos e reparar nossos erros.
A nossa responsabilidade de suprir e criar os filhos nãos era tirada.
Partindo deste ponto pelo ao menos cinco necessidades são básicas aos filhos de pastor.
1.       Aceitação: (identificação)
Quem sou eu? Todo ser humano tem uma idealizado para fazer parte, pertencer, ter sua identidade e referência.
Eu sou...filho de...que exerce a função de...
Um ser humano sem uma identidade ou com um identidade enferma, não se vê como criação de Deus, não é especial, não é ninguém ou se identifica com sua enfermidade, ou de sua situação moral.
Na passagem d Lc13.11 aquela mulher era conhecida como a mulher encurvada, qual a sua identidade?
Sua enfermidade não tinha nome, todos a conhecia pela mulher encurvada. Somos muitas vezes reconhecido ou identificados pelo que temos e não pelo que somos.
Jesus quando cura aquela mulher, resgata a sua identidade.
Esta também é filha de Adão, herdeira das promessas, filha de Deus, alvo do seu amor.
Aquela mulher tinha um nome e era alguém. Deus nos chama pelo nosso nome.
Na vida de Moisés chagou o tempo dele assumir quem era, conhecer a si e ao seu Deus
Não sua história, após a fuga do Egito, no começo e conturbação, precisava saber quem era. Filho da filha de Faraó, Moisés um assassino fugitivo. Reencontrar-se não foi fácil, mas Deus tinha um plano. 1º colocou numa família onde fora aceito; 2º trabalho; 3º um pai, jetro, que de agora em diante conduzia Moisés; 4º  uma esposa e filhos;
Agora não mais o filho da filha de faraó, mas Moisés tirado das águas, o escolhido de Deus.
Agora não só o filho do pastor, mas alguém, especial formado por Deus, a quem ele conhece pelo nome e escolhe e o qualifica para uma missão especial.
Saber disso nos traz vida nova, e de quebra, bônus especiais “ser filho de pastor”
A base de nossa identidade é formada pelos pais. Os valores para ser conhecidos, identificados precisa de referência, o pai e a mãe e todos num lar.

Entrevista com Késia Adriany

Filhos de pastores
Baseada em experiência própria, teóloga avalia a vivência de fé de filhos de pastores. Em entrevista à Enfoque, a pernambucana Késia Adriany analisa a cobrança excessiva para ser ‘vitrine doutrinária’ que a família pastoral, em especial os filhos de pastores, é obrigada a ser.

A cultura popular afirma que “filho de peixe, peixinho é”. No teatro, na música ou outras profissões, a hereditariedade no talento muitas vezes ocorre muito bem. Mas quando o assunto é fé e religião, nem sempre o ditado se aplica. Como no caso de filhos de pastores que não se sentem vocacionados para o ministério pastoral, sequer chamados para serem o exemplo perfeito de quem convive em uma família de pastor.
Assim foi com a pernambucana Késia Adriany.
Natural de Serra Talhada, passou um bom tempo conhecendo o país na implantação de igrejas. Morou no Ceará, trabalhou em Juazeiro do Norte e transferiu-se para o Rio de Janeiro. A pedagoga de 33 anos, teóloga, pós-graduada em gestão educacional, conhece bem o fardo que a família pastoral carrega. Filha de pastor, com cinco irmãos, apenas ela seguiu a carreira ministerial. Os outros filhos conseguiram escapar do que chama "pressão ministerial".
Mas seu sorriso cativante de hoje esconde um passado de muitas lágrimas e cobranças. Késia, que aos 14 anos chegou a questionar a existência de Deus ao pai devido à sua insegurança cristã, resolveu reunir outras histórias tristes e colocá-las em livro. Com quase duas décadas de estudos, a teóloga presbiteriana ainda está à procura de editora. Com o esboço à mão, ela fala sobre como alguns filhos não agüentaram "ser uma vitrine doutrinária". Nesta entrevista, ela analisa a nem tão tranqüila relação de pastores e seus filhos e a conversão de fé destes. Késia demonstra sua visão bíblica e algumas respostas, não definitivas, e sinaliza alguns segredos. Ela vai além e critica as lideranças por não prepararem pastores e igrejas para lidar com esse problema.

ENFOQUE - É complicado para um filho de pastor ter sua própria experiência em Cristo?
KÉSIA ADRIANY - Penso que sim. Desde a adolescência eu percebia isso. Aos 14 anos gostava de ouvir o testemunho de conversão do meu avô. Ele cantava um hino que dizia que Jesus havia lhe tirado do lamaçal do pecado. Um dia falei à minha mãe que queria conhecer este lamaçal. Questionava como Deus me salvaria se nunca havia pecado devido à grande redoma de proteção. Eu falava a mim mesma: “Jesus morreu por mim? Por quê? Eu não fiz nada, eu não peco.” Isso precisa ser trabalhado com o filho de pastor: que há uma mensagem de salvação a ele, seja quem for, rico ou pobre. Quando esse processo de conversão aconteceu comigo, percebi quantos filhos de pastores sofriam com esse mesmo dilema.
ENFOQUE - A partir disso, o que houve?
KÉSIA ADRIANY - Eu comecei a procurar histórias de outros filhos de pastores na internet e divulguei-as entre as famílias. Logo passei a receber muitos depoimentos. Até hoje, em quase duas décadas, foram catalogadas mais de cem histórias. Algumas dessas pessoas pediam para mantê-las em sigilo. No entanto, outras pediam para divulgar tudo abertamente porque sofreram muito e não queriam que outros passassem pelos mesmos problemas. Já muitos pais também me enviaram histórias e se queixaram de que, se pudessem, começariam tudo novamente e de outra maneira.

ENFOQUE - Nesses relatos, qual foi a maior reclamação?
KÉSIA ADRIANY - Deparei com casos de filhos de pastores que, por conta dessa quase imposição para também serem pastores, assumiram igrejas e hoje são frustrados. Sentiram-se enganados. E acabaram enganando outras vidas. O púlpito não é legado de propriedade. A herança que o pai pastor deixa para o filho é uma vida honesta e íntegra diante de Deus.
Em minha pesquisa, que desemboca no livro que estou escrevendo, não questiono a educação que o pai pastor dá a seu filho e, sim, essa experiência de fé. Porque muitos filhos de pastores apenas reproduzem o que aprenderam. Cantam, louvam e até pregam. Todavia, muitos não sabem de fato quem é Deus.
ENFOQUE - Acha que isso é quase um treinamento de fé?
KÉSIA ADRIANY - Por minha experiência pessoal, posso dizer que isso é um treinamento. Alguns pais condicionam o filho a fazer aquilo. Só que em matéria de fé é diferente. É prejudicial, pois pode gerar cidadãos que enganam a si mesmos. Vestem uma carapuça que não escolheram. Sofrem com a cobrança para serem modelos de sucesso só porque seus pais foram. É uma ligação prejudicial porque mistura fé, profissão e futuro.
ENFOQUE - O que mais encontrou nesses relatos?
KÉSIA ADRIANY - Encontrei desabafos, como: “Quero ser tudo na vida quando crescer menos pastor.” E no caso das meninas, elas desprezam a idéia de serem esposas de pastor. Percebi também que muitos não tinham vida própria, não tinham nome. Eram apenas “a filha” ou “o filho do pastor”. Na minha vida, por exemplo, houve uma época em que deixei cair certas máscaras e tive coragem de assumir meus próprios erros e incertezas.
ENFOQUE - Que conseqüência essa cobrança pode gerar?
KÉSIA ADRIANY - O padrão para o pastor é muito alto. Você pode entender isso na Bíblia, no livro de Tiago, que fala que o pastor tem de ser marido de uma só mulher, educar bem sua família, etc. Isso é pesado demais para um filho, pois o pai automaticamente divide a responsabilidade de não decepcioná-lo. Pude comprovar isso em relatos. Filhos que não viam a hora de sair de casa para levar a vida de seu jeito e fugir dessa pressão.
ENFOQUE - A igreja transfere projeções de comportamento para esses filhos?
KÉSIA ADRIANY - É claro que sim. Se eu não estivesse envolvida em alguma coisa na igreja, era malvista. Isso ocorre muito em cidades do interior. Se um filho de pastor não estiver engajado, se não cantar ou não fizer parte do ministério de louvor, então ele não é “espiritual”. Assim é o mesmo com a esposa de pastor. O problema é que você se acostuma a ter de demonstrar um determinado padrão de vida e de espiritualidade e, muitas vezes, faz aquilo não para agradar a Deus, mas para não manchar a reputação do pai ou da mãe. A pessoa cresce sem perceber que adaptou-se ao meio, moldou-se às circunstâncias.
ENFOQUE - E o que se deve fazer quando acontece a queda, a falha de um filho de pastor?
KÉSIA ADRIANY - Deve-se respeitar. Emocionalmente é difícil para a família e é complicado admitir o erro. É necessário retomar de onde o problema começou e sempre optar por uma conversa franca e restauração.
ENFOQUE - Como mudar esse quadro?
KÉSIA ADRIANY - Acredito que o pastor deve dedicar um tempo para a sua família. Com base nos depoimentos de filhos de pastores equilibrados espiritualmente, entendo que é necessário que essa mensagem de fé, que é pregada na igreja, seja repetida dentro dos lares. Uma mensagem transmitida e compartilhada que dê abertura para questionamentos. Defendo os cultos domésticos. Não um culto da igreja em miniatura. Um culto onde esse filho possa orar, fazer seu pedido e estudar.
O pai pastor precisa ter o discernimento de educar seu filho, de mostrar o maravilhoso plano de salvação, sem pressionar ou induzir o filho a ser o que ele não quer ser. E que esse pai seja em casa o mesmo pastor que é na igreja.
ENFOQUE - O que representa ser filho de pastor?
KÉSIA ADRIANY - Representa ser uma bênção. É claro que é um desafio, pois ele vai lidar com cobranças de mundos diferentes. É um privilégio, acima de tudo, pois esse filho vai ter explicações espirituais dentro de casa. Aprendi muito com isso. E hoje louvo a Deus por ter sido abençoada dentro de casa. É como tivesse médico dentro do meu lar (risos).
Contatos para enviar depoimentos: kesiaadriany@hotmail.com/kesiaadriany@snt.com.br (o sigilo é garantido)
(Colaboração de Celso Francisco)

O ESTIGMA DE SER FILHO(A) DE PASTOR

08 Março 2007

O ESTIGMA DE SER FILHO(A) DE PASTOR

Rev. Ashbell Simonton Rédua*
Há algo errado em ser filho ou filha de pastor? Na busca das respostas mergulhei no site de relacionamentos “Orkut”, lendo os depoimentos que manifestam alegrias e tristezas de ser filho(a) de pastor.
Eu consigo entender um pouco da vida de um pastor, afinal sou pastor, filho de pastor e pai de um futuro pastor, porém tenho de admitir que há seus prós e contras.
Encontrei 81comunidades que falam do assunto. A maior delas com 5.947 membros, “Filhos de Pastores”,


Filhos de Pastores
5.947 membros
Essa comunidade foi feita especialmente para aqueles que sabem o que realmente é ser um filho de pastor...heheh a loucura que eh....q soh a gente entende....fala sério.. mas d boa..tamu ae pra tud ...

Há outras: “Filho(a) de Pastor

Eu sou filho de pastor
1.681 membros
Tópicos de propaganda, principalmente as obscenas ou indecentes serão deletados! VÃO CRIAR VERGONHA NA CARA MEU AMIGO!!!
*Os participantes da comunidade, por favor, me ajudem quando virem um t ...


Muitos dos depoimentos encontrados relatam aquilo que senti na própria pele, e, vejo os meus filhos passando pelas mesmas dificuldades, porém conheço aqueles que de alguma forma se acham no direito de exigir e até explorar essa turma. Isto relacionado com a cobrança que é realmente grande e que pouca ajuda. Precisamos entender que além de receber carinho, amizade e até amor, há ausência de um ombro amigo com quem possa compartilhar e desabafar.. Existe sim, uma terrível solidão, solidão dinâmica, que é a solidão em que estamos em meio as pessoas, convivendo com as pessoas, mas que não conseguem nos ouvir! Sei das lutas também no campo espiritual, acordar sentindo opressão, desespero, tristezas as vezes até sem motivo e sem saber a razão, é aquela sensação de vazio, nostálgico.
Algumas vezes eu e meus irmãos acordávamos a noite com os soluços de nosso pai que orava pedindo a misericórdia do Senhor, dias em que estava extremamente irritado e nem sabíamos por que, talvez nem mesmo ele soubesse.
Hoje tenho 48 anos e aprendi durante a minha vida de filho de pastor que o Senhor Jesus Cristo é o único que pode nos ajudar. A maior decepção que tive em minha vida foi quando descobri que meu pai era um ser humano além de pastor. Talvez porque de alguma forma isso é exigido também dos filhos de pastor, que não enxerguem a humanidade de seus pais. Se por um lado a decepção foi grande, a oportunidade foi maior, oportunidade de aprender o que significa ser filho de pastor, e isto foi maravilhoso! Olha que por causa dessas cobranças passei 9 anos com rancor no meu coração, inconformado por ser filho de Pastor, isto era um estigma, uma tatuagem, algo que marcava a minha vida, que me sufocava, que escasseava os meus dias. Claro que um dia eu e meu pai nos reconciliamos, porque descobri que Jesus também me perdoa e que papai não é diferente de mim, ele só era “pastor”, como também sou apenas “filho de pastor”, sem nome, sem endereço, sem personalidade, apenas filho de pastor. No início não foi fácil. Afinal a família do pastor é quase que pastor também, pelo menos é assim que a igreja nos vêem. As lutas eram nossas, as orações, as dificuldades também! Amo meu pai agora mais do que nunca, apesar da tremenda saudade que sinto do pai-pastor (in memoriam). Hoje oro pelos pais-pastores e pelos filhos-pastores, faço isto diariamente como homem, como pastor, como pai e como filho de Deus.
Alguns filhos de pastores da comunidade “Filhos de Pastores” escreveram:[*]

“As Vezes vuh... heueheueheu pq qualquer coisa q agente faz assim todo muundo fala o filho do pastor... heueheueheu ai vem a parte boa... Que Minha Familia é Abençoada Coberta Pelas Mãos De Deus... Atraves da Oração De Meu Pai,Minha Mãe...e tipow minha familia toda é De Deus, Vo, Primos, Tia todos Graças a Deus...”

“Eu gosto. Mas é difícil. Deve ser igual a mesma pressão de ser um 1º filho ou princípe/princesa. Tem que ter uma estrutura emocional, uma família amorosa. Uma igreja compreensiva. Adoro as bajulações. Os presentes. Detesto as fofocas. Pegação no pé... Mas no final, as coisas boas somam mais do que as ruins.”

“Não é facil, pois na verdade fazemos parte da ... família pastoral da igreja, e muitas das vezes as pessoas a nossa volta, não nos indetificam pelo que somos, mas pelo o que o "paistor" é...rs !”

“por um lado e ruim pq somos cobrados d+ todo mundo fala q agente tem q dar + exemplo tem pessoas q dentro da igreja num gostam de vc mas tirandu tudo issu e otimo ainda + tendo os pais q eu tenho mae e pai pastores heheh ”.

“Gosto muito ...pela certeza do chamado divino na vida do meu querido pai. Tenho orgulho de ser filha não só do "rótulo" Pr. mas de um autêntico homem de Deus!!!! Que tem entregue-se a seu ministério. E por seu exemplo, somos( eu ,minha irmã e meu irmão) hoje homens e mulheres de Deus, com a chama do evangélio e com a gana de viver no centro da vontade de Deus!!! Amém”

Há alguns site interessantes que nos anima, como por exemplo o “
http://www.filhosdepastores.com.br/”, quem tem o objetivo de resgatar a estima, a dignidade dos filhos de pastores.
Há filhos de pastores extraordinários, destaco o “Enos Moura Filho”, homem de Deus, que aprendeu com o Pai as alegrias e as lutas de ser “Filho de Pastor”, o Wesley Simonton, que aprendeu com o avô e agora com o pai, estas mesmas sensações, a Emily Regly, jovem fiel, líder e compromissada com o reino de Deus.
A experiência do Rev,. Antonio Elias e da irmã Maria José é marcante, diz ela com relação aos seus filhos:
“Nos sempre valorizamos muito nossos filhos. No que diz respeito a igreja, a gente deixava muito claro que nossos filhos eram como qualquer criança, tinham defeitos, mas nos estávamos ao seu lado. Um dia, alguém se queixou de nossos filhos para meu marido, mas ele respondeu: "Olha, eu estou do lado dos meus filhos. Se vocês me aceitarem com meus filhos do jeito que eles são, estarei bem aqui; se não, podem me dispensar do trabalho da igreja". A cobrança sobre filhos de pastores e muito grande, coisas como: "Você e filho do pastor, não pode fazer isso". Muitas vezes, a igreja quer determinar a maneira como a família pastoral deve educar seus filhos. Nos enfrentamos este problema muitas vezes. Na época dos Beatles, um dos nossos filhos deixou o cabelo crescer- coisa própria da idade.” [†]
Não temos o direito de estigmatizar, rotular, nomenclaturar os filhos de pastores, devemos banir no nosso linguajar expressões como:
“
Filho de pastor é problemático”
Ou
“Filho de pastor, pecadorzinho é”
Ou
“Filho de pastor, não é pastorzinho”
Ou
... vocês sabem... como é mesmo que chamam o filho do pastor da sua igreja...ah... não sabe?

Ser filho de pastor é um privilégio, é algo tremendo, é ministério, é ter a oportunidade que muitos não possuem, acima de tudo é responsabilidade, é temor à Deus, é ver os milagres mais de perto, é ser testemunha de viver pela fé, testemunha ocular da fidelidade de Deus, e sentir este amor tão especial que Deus tem pela família do pastor.
Um filho de Pastor fiel e temente à Deus é sempre um referencial é abrigo no temporal.

Soli Deo Gloria






Filhos: o que a Bíblia diz?

O Que Diz A Bíblia Sobre
Os Filhos do Lar
Todos os males da sociedade, sejam financeiros, políticos, trabalhistas, escolares ou religiosos têm a sua origem no coração do homem. Sabemos como é o coração do homem (Jer. 17:9; Rom 3:10-23). A instituição que Deus estabeleceu, ainda no jardim do Éden, que ajuntou duas pessoas em maneiras especificas para ser uma unidade é o que chamamos de família. O ambiente que é formado pelo amor exercitado entre todos da família cria o que chamamos de “o lar”. O lar tem suma importância na vida humana pois é o berço de costumes, hábitos, caráter, crenças e morais de cada ser humano, seja no contexto mundial, nacional, municipal ou familiar. Então, podemos dizer, como vai o lar vai o mundo, e também, o que é bom para a família é bom para o mundo.
Tal lar, tal mundo
Reconhecendo a existência e influência do pecado, sabemos que todos os lares não estão operando com as mesmas regras e propósitos com os quais um lar cristão opera. Aprender o que a Bíblia ensina sobre o assunto do lar é uma garantia de que atingiremos o alvo o que Deus tem para nós na relação de família.
Filhos - Herança do SENHOR
I. Os Filhos - Uma Bênção
De acordo com a Bíblia, filhos são uma benção que vem do Senhor, “o fruto do ventre o seu galardão.” (Sal 127:3). Não são só os filhos que são uma benção, mas também os filhos dos filhos são “a coroa dos velhos” (Prov. 17:6). Tanto mais os filhos quanto mais as bênçãos parecem ser o que a Bíblia relata sobre os filhos (Sal 127:3-5). O fato de não ter filhos era uma vergonha (Gên. 30:22,23) e opróbrio (Lucas 1:25). Quando Deus queria abençoar um casal Ele dava filhos (Abraão e Sara - Gên. 17:20; Ana - I Sam 1:3-27; Elizabete - Luc 1). Se vamos ter a mesma atitude que Deus tem deste assunto devemos já nos dobrar à idéia que filhos, em qualquer época, não são menos que uma bênção. Para um estudo desta atitude, estude Gên. 30:1-24 e veja as reações das esposas de Jacó em terem filhos.
Muitas vezes, quando os filhos são menos que uma bênção para os pais, os pais reclamam que são um peso. É fato que “o filho insensato é a tristeza de sua mãe” (Prov. 10:1), mas a maioria destes casos foram os pais quem deram causa a tal insensatez pelo descuido no treinamento do filho. Examine Provérbios 22:15; 29:15, 17 em relação a este aspecto. Pais, não culpem os seus filhos pela vossa desatenção. Assume a responsabilidade e procure a graça de Deus para por a casa em ordem seguindo os princípios da Palavra de Deus tão claramente estipulados e por muito tempo ignorados.
II. Os Filhos - Obediência é a sua única virtude.
Examine a Bíblia toda e irá concluir que “obediência aos pais não é só uma virtude; é a única virtude da criança.
A obediência inclui tudo que é bom que pode ser exigido ou esperado dele.” (The Christian Family, p.61). É chamada a ‘única virtude’ porque é o único mandamento para as crianças guardarem (Êx 20:12; Efés. 6:1-3; Col 3:20). Há o princípio de I Tim 5:4, “recompensar seus pais” mas isso não é nada menos que o cumprimento de Êx 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe.” Jesus recebeu os meninos e disse, “dos tais é o reino de Deus.” (Mar 10:14). Se a obediência completa é a única virtude da criança, então pode saber que qualquer que queira ver o reino de Deus deve ter prontidão de espirito de obedecer em amor tudo que Deus mandou. Temos estudado já que o homem do lar tem responsabilidade de ensinar, ser exemplo, ser o cabeça, ter a iniciativa, e treinar os filhos. Temos estudado já que a mulher do lar tem a sua responsabilidade no lar de submeter-se à cabeça do lar e ser uma ajudadora idônea para ele. Os filhos do lar tem a única responsabilidade de obedecer os pais. Isso em si fornecerá para os filhos um ambiente no qual eles tenham o mínimo de estresse para que eles possam desenvolver bem em todos os sentidos. O filho que sai desta posição de bênção, quer dizer o rebelde ou a criança de natureza obstinada, traz para si uma multiplicidade de problemas à sua vida e às vidas ao redor dele.
  • A obediência aos pais pressupõe outras qualidades boas tanto quanto a desobediência pressupõe qualidades más. Comparando obediência e desobediência na Bíblia podemos ver que tipo de companhia filhos obedientes ou filhos desobedientes têm e quais as expectativas podemos esperar de cada um.

    Obediência:

    Fé e salvação - Gên. 7:7 (Noé e família)
  • Prontidão em ouvir O Senhor - I Sam 3:4
  • Tenro - Prov. 4:3
  • Apreender a verdade - Prov. 31:1
  • Amor - João 14:15
  • Sujeição, submissão, bom testemunho - I Tim 3:4,12
  • Humildade, fidelidade - Fil. 2:8
  • Pronto para agradar, abençoado - Efés 5:1
  • Vá bem, vida longa - Efés 6:3

    Desobediência:

    Tolice - Juízes 14;2
  • Morte, “a glória se foi” - I Sam 4:11
  • Ódio, morte, fuga, desperdiço, dissolução - II Sam 13:22,28,34; 15:13
  • Desrespeito, morte - II Reis 2:23,24
  • Romanos 1:29- Iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade, inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade,
  • Romanos 1:30 - sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males
  • Romanos 1:31 - néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia
  • II Tim 3:2 - homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos
  • II Tim 3:3 - sem afeto natural, irreconciliávies, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons
  • II Tim 3:4 - tridores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus
  • II Tim 3:5 - têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela
Obediência - O Caminho Abençoado!
Obediência traz consigo muitas outras bênçãos pois submissão aos pais é submissão a Deus, quem mandou aos filhos obedecerem os pais. Quando uma criança aprende submissão (e tem que ser aprendida, o mais cedo possível - Prov. 22:15) ela aprende submeter-se a uma vontade mais alta que a sua. Sabendo submeter-se a uma autoridade mais alta pode treinar o filho pequeno a responder até ao chamado de Deus à salvação pois salvação é uma resposta em obediência a chamado de Deus pela Palavra dEle (Prov. 23:13,14; Veja o exemplo de Noé - Gên. 7:1-7). O filho que sabe submeter-se aos pais sabe obedecer os mandamentos de Deus “não de uma força externa mas de uma consciência e impulso interno” (The Christian Family, p. 62).
III. Os Filhos e os Velhos
O mandamento de Êxodo 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.” , e repetidos em Deuteronômio 5:16 e Efésios 6:2 não são só para a criança enquanto esteja no lar mas estão em efeito enquanto ela tenha pais.
Para que a igreja não tenha a responsabilidade de cuidar financeira, medica, emocional ou literalmente é constatado por Paulo que “os filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.” (I Tim 5:4). Isto relata que os filhos têm uma obrigação para com os pais e até outros parentes como avós (I Tim 5:8,16). Como os pais ministraram incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os filhos, os filhos devem “recompensar” os pais. Pode chegar o dia em que o filho, por um tempo indeterminado, precise ministrar incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os pais. O filho retribuindo esta atenção e cuidado é “bom e agradável diante de Deus” e há de honrar os seus pais pois ele “está mostrando respeito em consideração à sua excelência e superioridade” (Matthew Henry). Quando os pais têm mais que um filho, esta responsabilidade pode ser distribuída entre todos os filhos sem que o peso total seja levado por só um ou dois. Mas, mesmo não tendo outros que levam a responsabilidade, o filho único, tendo recebido toda a atenção dos pais quando era criança, deve agora incansavelmente dar tudo que pode aos pais.
Como os Pais aos Filhos - Os Filhos aos Pais
IV. Os Filhos e a geração futura
A continuidade das instruções de Deus para futuras gerações cabem aos filhos. Salmos 78:4-7. Os filhos são os elos que fazem a ligação de agora para com o futuro. Os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor” (Efés. 6:4), e os filhos criados assim tenham uma responsabilidade também, “Para que a geração vindoura a soubesse” sim, “os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos” (Sal 78:6; 48:13; 71:18; 102:4; Deut 6:2).
Os filhos que guardam as instruções dos pais para as obedecerem levam uma prática e exemplo para as suas famílias futuras que influenciarão a sociedade que ainda virá. Não pode ser dada ênfase demais a importância dos filhos atentarem para os conselhos dos pais. É aqui que se pode ver o significado do ditado: como vai o lar, vai o mundo, pois os filhos levam as qualidades adquiridas no lar para sucessivas gerações (Mal 2:15).
V. Filhos e os Pais
Que filhos necessitam de pais é evidente pela criação de Deus. Só os filhos de seres humanos têm longo período de amadurecimento. Durante este tempo é necessário o cuidado, correção, exemplo e amor dos pais. Não sejam enganados, filhos, vocês precisam de pais, e pais que usam a autoridade para marcar os limites. Que filhos precisam de pais é evidente pelos versículos seguintes:
Provérbios 22:6, “Educa a criança no caminho em que deve andar; ...”
Provérbios 22:15, “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.”
Provérbios 29:15, “... a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.”
I Cor 13:11, “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”
Efés 4:14, “para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina”
(Veja também Provérbios 31:1; II João 4)
Os filhos, no nascimento, e pelos primeiros anos até que sejam adultos, não estão completos física, experiência ou mentalmente. Não estão capacitados a exercerem todas as responsabilidades necessárias para lidar com uma vida adulta e equilibrada até que sejam de fato adultos. A vida verdadeira e real opera com princípios realísticos que são altamente desenvolvidos. Só quando a capacidade racional, lógica, emocional, experiência e física dos filhos está madura ao nível de desenvoltura da vida verdadeira é quando a responsabilidade da vida adulta deve mesmo tornar-se uma realidade.
Até aquele ponto em que os filhos podem andar responsáveis com os princípios que dirigem a vida, precisam de pais amorosos, cuidadosos, sábios e firmes. Por causa dos limites que uma vida ainda não completamente madura requer, os pais precisam fixar os limites dos filhos. Estes limites dependem tanto da capacidade dos filhos quanto dos objetivos dos pais. Qualquer limite deve ser fixado amorosamente e explicado em primeira instância. Depois que estejam fixados, os limites devem ser mantidos com sentimentos de firmeza e consideração para o bem dos que estão sendo treinados. Um sistema de fixar e manter limites que realmente merece consideração é a própria maneira que Deus nos ensina. Veja como a Bíblia inspirada é proveitosa para todos que a ela se submetem. Em II Tim 3:16,17 a Escritura é proveitosa para:

Veja esta ordem cuidadosamente:
1) ensinar - instrução; a função dela ou a informação dada. (Strong’s #1319). - Isso é de levar o filho a ser ciente do que é certo ou errado. É a atividade de comunicar fatos. Note que a comunicação dos fatos vem primeiro. É necessário ensinar a criança do que é certo e errado antes de reprovar ou corrigir ela por fazer qualquer erro.
2) redargüir - prova ou convicção (Strong’s #1650). - Uma vez que a instrução tenha sido dada é necessário dar provas dela. Quando a criança começa a afastar-se da obediência, da instrução já dada, os pais precisam chamar a atenção ao delito. É necessário que a criança entenda de que tal ação ou atitude está em conflito com a instrução dada.
3) corrigir - colocar em dia; retificar; reformar (Strong’s #1882). - Se a ação ou atitude estiver repetida depois de chamar a atenção ao delito, é preciso que uma ação da parte dos pais seja exercitada que modifique o comportamento do filho. O objetivo da correção é de tornar retas as ações dos filhos e não de descaracterizar ninguém. Deve ser aplicado numa maneira firme e amorosa no mesmo tempo e nunca com cólera ou sentimentos de vingança.
4) instruir - tutorar, como em educar ou treinar (Strong’s #3809). - Essa palavra é traduzida “doutrina” em Efésios 6:4.Quando há insistência na parte dos filhos a fazerem contrário aos limites fixados pela autoridade, mesmo depois da prova do delito e da tentativa de colocar em dia as ações deles, é necessário usar uma correção disciplinadora outra vez. Esta correção precisa de ser repetida tantas vezes quantas as ações não desejadas estejam repetidas até que tudo esteja em conformidade ao que foi ensinado.
A opção de usar um sistema firme como o da Bíblia é de aplicar filosofias humanas ou técnicas de persuasão emocional. Esta persuasão emocional vai de manipulação mental em um extremo, à de força brutal no outro extremo. Uma observação conservadora dos filhos que têm sido submetidos a estas idéias humanas deixa um comentário convincente que a maneira Bíblica é demasiadamente a melhor.
A opção de fixar limites para uma criança é de deixar a criança entregue às suas próprias forças imaturas. Isso certamente trará vergonha à sua mãe. Não só o coração do filho é ligado à estultícia mas as capacidades dele não são ainda desenvolvidas ao ponto de equilibrar-se com o alto desenvolvimento dos princípios da vida real.
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe; Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço. Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida”Provérbios 6:20-23
VI. Os Filhos e a morte prematura
Mesmo que a Bíblia nos diz que “Os dias da nossa vida chegam a setenta anos” (Salmos 90:10) a Bíblia também nos ensina que o Senhor pode dar e também pode tomar (Jó 1:21). Há os casos na Bíblia que os filhos pequenos dos filhos de Israel eram mortos várias vezes (Faraó mandou isso em Êx 1:22 e Herodes mandou isso em Mat. 2:16). Mesmo que o desejo é de viver, às vezes o desejo não é realizado. Não há garantia do dia de amanhã pois a nossa vida, de qualquer numero de anos, “é um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece” (Tiago 4:14).
A. O que acontece quando um filho morre pequeno?
A Bíblia não fala diretamente para onde vão os filhos que morrem. Pela comparação de um versículo com um outro e procurando ser fiel com toda a verdade apresentada na Bíblia podemos achar algumas respostas desta pergunta. Os filhos que morrerem prematuros, antes da idade da razão, podem ir para o céu. Quando Davi perdeu a sua criança de poucos dias ele pronunciou, “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” (II Sam 12:23). Davi dizendo, “irei a ela” nos dá uma razão de crer que as crianças vão ao céu onde Davi foi depois de morto. Que a criança “não voltará para mim” nos ensina que não há reencarnação ou uma outra chance de vida nem uma outra vida em qualquer forma na terra para as crianças que morrerem pequenas.
B. Há um céu só para nenê?
A Bíblia nos revela tudo que Deus quer revelar para o homem. Só o que é revelado é necessário para o homem saber para dar glória a Deus. Existem perguntas que não têm respostas. Geralmente pode concluir que se a Bíblia é silenciosa sobre um fato, o homem deve ficar silencioso também. Homem qualquer não tem nenhuma liberdade de criar nenhuma crença se a Bíblia não a ensina. A Bíblia só relata um céu (Apoc 21,22). A Bíblia é silenciosa sobre qualquer afirmação de fato para onde as criancinhas vão quando morrem mas há razão pensar que vão para o céu..
C. Qual é a idade de razão?
A Bíblia não conclui qual é a idade da razão. Os estudiosos acham que quando a criança pode entender o certo e o errado ela já chegou ao ponto de ser responsável diante de Deus pelas suas próprias ações. Deus tem compaixão dos que “não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda” (Jonas 4:11). Deus cuida dos pequeninos, dos quais Jesus disse “seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus” (Mat. 18:10; Zac 13:7). É fato que ninguém pode afirmar se a idade da razão é de três anos, dez anos, mais anos ou menos, pois a Bíblia não dá casos para consultarmos. Podemos saber que os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor.” (Efés 6:4) desde o berço para que quando vier o tempo de partirem, estarão preparados. Também a Bíblia alerta que os pais devem ter cuidado de nunca impedirem qualquer criança de ir a Cristo (Mat. 19:13-15).
D. Qual deve ser a atitude sobre aborto?
Quando os filhos são abortados eles morrem prematuros. Os que concedem ao aborto ou praticam o aborto já são culpados de assassinato. Disso, a Bíblia não resta dúvidas.
Se o caso de Onã trouxe a repreensão do Senhor (Gên. 38:8-10), tanto mais os que desfazem o “fruto do ventre”(Salmos 127:3). Bênçãos eram para as parteiras Egípcias que “conservavam os meninos com vida” que Faraó mandava matar. As parteiras agiram com uma atitude de temor a Deus (Êx 1:15-21). Todos que cuidam da vida que o SENHOR dá estão operando com o temor de Deus. De outra maneira é homicídio.
Do momento que há concepção, há vida (Mat. 1:18, “concebido”, Mat. 1:20, “gerado”). Quando “no oculto”, dentre do ventre, o corpo existia “ainda informe” Deus notava e dava consideração como se fosse uma pessoa completa. Davi disse pela inspiração, “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Salmos 139:14-17). Se a criança, “ainda informe”, levava a atenção notável de Deus, os que temem a Deus darão atenção adequada a ela também.
VII. Filhos e a Educação Sexual
Sendo muitas vezes um assunto constrangedor tanto para filhos quanto para os pais todos podem ficar sabendo que não é tão acadêmico quanto acham. Desde o fato que os pais passarem a terem filhos já tem iniciada a educação sexual para seus filhos. Desde que os filhos chegaram a ter consciência de si mesmos também já têm iniciado as lições da sua sexualidade. O assunto é honroso (Heb 13:4), desde que esteja entre os contextos nos quais Deus o deu.
Como o lar é o berço de caráter, costumes, morais e hábitos podemos entender que o lar é uma sala de aula também. Todos as atitudes de amor e respeito de um e outro no lar dão uma educação imperceptível nas atitudes que os filhos terão sobre sexo. As atitudes que os filhos desenvolvem sobre o assunto eles são vista primeiramente nas vidas dos pais. O pai que é feliz de ser pai e que ama a sua esposa, já está dando aos filhos uma lição de sexualidade masculina. A mãe que é feliz nas suas tarefas de mãe e uma mulher que está em paz com a sua posição no lar já está dando às filhas uma aula particular de sexualidade feminina. Os pais que amam um ao outro e não têm medo de viver o seu amor publicamente dão aos filhos o alicerce de atitudes saudáveis. E tudo isso, sem nenhuma palavra dada “oficialmente” sobre o assunto.
Mesmo que a vida dos pais dão lições inesquecíveis aos filhos, palavras mais cedo ou tarde também devem ser dadas para os treinar mais particularmente. Provérbios 5 é um exemplo de um pai cuidadosamente ensinando seu filho sobre os caminhos da vida. Que Rebeca tinha treinamento por exemplo e por palavra, é evidente quando ela encontrou o servo de Abraão, que buscava uma mulher para seu filho Isaque (Gên. 24). Há detalhes que devem ser dados sobre as características distintivas que Deus fez nas pessoas. O alvo de toda a instrução, seja pelo exemplo, seja pela palavra, é que “que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” (I Tess 4;1-5; ver também II Tim 2:19-22 junto com o aviso de Rom 12:1 e I Cor 6:18-20). A hora certa de falar dos papéis expressos de cada filho é determinado pelos pais. Só deve ser enfatizado que este esclarecimento esteja feito mesmo pelos pais e antes que os filhos necessitem das informações.
Informado antes preparados estão. Preparado antes é ser maduro. Ser maduro é ser sábio quando a informação certa é necessária para dirigir a vida. Mas, mesmo assim, há um certo mistério saudável sobre o assunto que só a realização de uma vida casada realmente desvendará (Provérbios 30:18,19).
Deus abençoe sua família
Autor: Pastor Calvin Gardner
Adaptação:
Pr. Adelcio Ferreira
www semenadoapalavra.net

http://www.vivos.com.br/377.htm