segunda-feira, 3 de outubro de 2011

OS FILHOS DO PASTOR


OS FILHOS DO PASTOR

Ser filha de pastor é uma honra que Deus me permitiu ter. Além de ser uma faculdade extensiva e inteiramente minuciosa que o Senhor me permitiu passar.
            Cada dia é um aprendizado diferente. Sei que em tudo na vida é assim, mas ser filha de pastor, hoje, me faz ver que Deus estava me preparando para o que eu iria assumir posteriormente. Meus pais são os meus maiores exemplos de vida e de ministério. E a principal lição que eles sempre me ensinaram foi: “Eu fui concedida à eles por Aquele que me sustenta.”
 Ele sustentou meus pais, e desde o dia em que nasci Ele me sustentou, primeiramente viva, e em tudo o que precisei e que pedi, Ele me deu, nunca a menos, sempre na medida necessária para minha felicidade e realização.
            Mas não afirmo que ser filho de pastor é fácil e que como muitos afirmam, tem mais regalias do que problemas. Pelo contrário, ser filho de pastor é um caminho árduo. De uma certa forma, a esposa do pastor entrou nesta vida um pouco consciente, quer dizer, ela teve escolha! Nós filhos de pastor, não temos o direito desta escolha, nós já nascemos neste meio, sem direito de dizer o que queremos e o que pensamos, apenas aprendemos que temos que ser “deste jeito” e pronto.
            Os primeiros e mais problemáticos problemas, é que a Igreja quer nos criar, e esperam de nós que sejamos perfeitos. Não somos como as outras crianças, se eles gritam e correm na hora do culto, é normal. Mas se é o filho do pastor... isso não é admissível. Os filhos do pastor devem ser perfeito. E se possível futuros pastores e missionárias, como está no ditado popular:”Filho de peixe,peixinho é, filho de pastor pastorzinho é!” Não é bem por ai que deve funcionar.
Todos nós temos personalidade e características próprias. Assim como todas as pessoas dentro da Igreja, possuímos sonhos, desejos, anseio, vontades e vidas próprias. E gostamos de ser respeitados por isto.
Muita das vezes somos cobrados acima do que podemos suportar. Não é obrigação nossa sermos iguais aos nossos pais, e nos envolvermos em tudo da Igreja, de forma que nossa vida gire em torno dela. Devemos ter nosso espaço.
Temos pouca privacidade. Isso de um modo geral. Não podemos estar a vontade em nossas casas, e cada movimento nosso é observado bem de perto, de forma, que nem espirrar alto de mais, nem baixo de mais, nos é permitido. Algumas vezes em nossas próprias casas temos privações da forma de vestir, agir, falar... em tudo
            A Igreja sempre espera que sejemos perfeitos e muito bem educados, de forma que sejamos o modelo para todos os outros. Somos seres extra-terrestres nas Igrejas. Os filhos que não existem. Realmente eles não existem.
Mas há com certezas as coisas boas... uma delas é que ser filho de pastor é uma honra. Nascemos numa família privilegiada.
Depois disso, podemos ir em quase todos os lugares e ficamos sabendo de quase tudo antes de todo mundo.
Mas uma coisa bem importante, é que na maioria dos casos, amadurecemos antes da maioria, de sorte que alguns problemas são evitados por nós mesmos e algumas decisões são geralmente tomadas de forma sensata e bem pensadas.
“Carregamos muito de nossos pais em nós, e por isso somos o que somos.”


* Conclusão:
            Ser esposa de ou do pastor é uma grande privilégio que exige muita responsabilidade. Deus confiou e confia esta responsabilidade a pessoas que ele sabe, de antemão, que serão capazes de cumprir. Ele jamais nos deixará sozinhas.
“O nosso parceiro nessa responsabilidade é o nosso privilégio. É um  privilégio servir a Deus na qualidade de esposa de pastor. Não importa se temos ou não um nome diante das pessoas. O que importa é que Deus nos reconhece individualmente e pelo nome. Quando encaramos a posição de esposa de pastor, como um privilégio confiado por Deus a nós, não teremos como desaponta-lo. Afinal ele merece o melhor de nós...” Assim diz a autora do livro: A mulher sem nome (Nancy Gonçalves Dusilk)

            Ser filha de pastor é uma honra que Deus me permitiu ter. além de ser uma faculdade extensiva e inteiramente minuciosa que o Senhor me permitiu passar.
            Cada dia é um aprendizado diferente. Sei que em tudo na vida é assim, mas ser filha de pastor, hoje, me faz ver que Deus estava me preparando para o que eu iria assumir posteriormente. Meus pais são os meus maiores exemplos de vida e de ministério. E a principal lição que eles sempre me ensinaram foi: Eu fui concedida à eles por Aquele que me sustenta. Ele sustentou meus pais, e desde o dia em que nasci Ele me sustentou, primeiramente viva, e em tudo o que precisei e que pedi, Ele me deu, nunca a menos nem a mais, sempre na medida necessária para minha felicidade e realização.

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